Qualquer bobagem


Fiquei uns dias sem tempo pro Madame. Estou tocando um projeto pessoal e focada 100% nele. Mas o fim de semana é de feriadão e terei folga do trabalho. Cedinho, viajo para Mangue Seco e, de lá, vou para Aracaju. Um lugar chamado Ilha de Santa Luzia. Não conheço, nem sei direito onde fica. Há uma ponte que se deve atravessar em Aracaju. Pretendo ler bastante por lá, mas será complicado escapar da praia. Então é procurar uma sombra e vencer as páginas. E haja páginas!

Bom, pra mim chega. Não fui talhada pra isso. Na adolescêncida, dava um trabalhão ser depressiva. Rendia maus hábitos e poemas péssimos. Então, vamos logo com isso. Faça o primeiro movimento que vem o resto. Deixe de manha, arribe do canto. Nem tem espaço pra essa conversa. Sei disso e sei daquilo. Mas que importa? Lembra do dito? E do tom? Falo do velho provérbio oriental. É, é bem batido. Mas real. Garanto. Se o problema é pequeno, para que pensar. Se é grande, que adianta pensar. Agora, sacode a poeira e segue adiante, besta. Lembra de Caio F. olhando pela janela as pessoas indo e vindo, sem saber, sem perceber, tolamente seguindo. A beleza da vida é isso. Levantar cedo, passear com o cachorro, trabalhar a palavra (a sua e a dos outros). Para o que nasce, é. “Essencialmente equílibrio, nem máximo, nem mínimo”. O verso é lindo, mas nem pense em se recolher e ser como Orides Fontela. Ô, drama. Você sabe que isso é só jogo de cena, que a sua é outra. Poxa, deixa de ser espalhafatosamente tímida. Como é mesmo esse negócio de estar triste, esquisita? Deixa de ser fingida. Nunca na história deste País, houve pessoa mais otimisma, mais loucamente otimista, mais insanamente otimista. Gente que faz festa até com uma única pessoa. Vamos, querida, vamos. É agora, é nessa hora, é pra cima!

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Ele veio do nada e deu um chute na porta frágil  da casa. Escutei a pancada forte e cobri a cabeça com o lençol. Sabia quem era e o que viria em seguida. Chuva de tiros. Fiquei quieto, golfos ensopando o tecido. Morto, talvez. Quando o silêncio surgiu, breve, fui arrastando o que restara do corpo para fora. Polícia é grave, chegando assim, investigando as coisas. Madrugada do Dias dos Mortos. Um vizinho me puxou pelos braços, estendidos, até me esconder inteiro embaixo da cama. A mancha de sangue, o rastro de sangue? Nada havia. Mais calmo, conferi a pele intacta sobre os ossos.

Mucugê
Veneza
Paris
Stratford-upon-Avon
Praga
Valparaíso
Buenos Aires
Liverpool
São Tomé das Letras
Santiago de Compostela

Foto: Divulgação

No ano passado, ele ficou em segundo lugar. Desta vez, não teve pra ninguém. O cristado chinês Pee Wee Martini deixou todos os favoritos para trás e foi eleito o cão mais feio do planeta. E já virou celebridade: tem até página no myspace. Olha a língua, Marcus (acho que contou pontos a favor). Aliás, a cara dele parece um quadro de Picasso.

Fotos: Divulgação

Como publicamos aqui no “Madame” o resultado do concurso do ano passado, vencido por Elwood (o galã aí de cima), resolvemos presentear nossos visitantes com as fotos de três dos finalistas da edição 2008 do cão mais feio do mundo (pescadas no G1). Os favoritos são Squiggy, Rascal e Buster, essas figurinhas fofas aí embaixo. O vencedor será conhecido amanhã.