papo furado


Me rendi ao twitter. De quebra, convidei meio mundo pra se juntar a mim. Agora, estou lá, em http://twitter.com/katiaborges com mais papo furado do que nunca. Não reparem na bagunça e nos posts sem sentido. Ando perdida ainda, sem saber para que afinal serve aquilo. Mas é divertido. Amanhã, dia 23, às 20h20, estarei no Café Literário, na Bienal do Livro da Bahia, ao lado de Mônica Menezes. Na sexta, no mesmo horário, na Praça do Cordel e da Poesia, ao lado de Mayrant Gallo. E, no sábado,  às 19h30, participo do projeto Travessia das Palavras, em Jequié, a 365 km de Salvador.

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Notícias sobre “Vidas que ninguém vê”, de Eliane Brum. Ela, assim como eu, ainda acha que jornalismo é a melhor profissão do mundo. Antes que abrisse a primeira página, Tati Mendonça advertiu: “é meio piegas”. O livro reúne as colunas publicadas em “Zero Hora”. A idéia, sugerida por Augusto Nunes, foi de pegar pessoas simples, gente anônima, do povão, e fazer um perfil delas. Algumas resvalam mesmo na pieguice. Mas há inegavelmente coisas muito bacanas, como a história do mendigo que nunca pediu nada. E o triste fim de Camila, menina de 10 anos que pedia trocados nos semáforos e morreu afogada no Guaíba. Vidas e mortes que rendem no máximo nota de pé de página nos grandes jornais. Brum é repórter especial de “Época”. Levei o livro de Paulo Scott, “Ainda Orangotangos”, para emprestar a Tati. Ganhei numa das feirinhas do Caderno Cultural e gostei pra caramba.

Tati Mendonça me emprestou um livro incrível esta semana. As entrevistas que Clarice Lispector fez com gente de literatura, teatro e artes plásticas. Algumas me tocaram especialmente. A de Nelson Rodrigues, sincero ao falar sobre solidão e amizade. A de Rubem Braga, humildade mesmo, humildade absolutamente sincera. A de Érico Veríssimo, humildade de modo diverso. Humildade orgulhosa. E a de Jorge Amado, eivada de simplicidade, sem humildade. “Para sê grande, sê inteiro”, já dizia Fernando Pessoa. “Seja como o Sol ao meio-dia”, diz o I Ching. Hoje, Tati me emprestou mais um bom livro, “A vida que ninguém vê”, de Eliane Brum. Vou ler à noite.

Surpresas boas ontem no meio e no fim do expediente. Adal e Ivonita vieram ao jornal divulgar a programação de Natal da Cidade da Criança. Conversamos pouco, mas é sempre bacana ver meu amigo. Perto das 16 horas, a menina da recepção telefonou pro meu ramal e avisou que minha irmã Paula e minhas duas sobrinhas, Mariana e Júlia, estavam lá. Bom demais. Saímos juntas. Elas iam para um festival na escola de dança. Acabamos no Caranguejo de Ondina, que eu ainda não conhecia. Rimos pra caramba. Depois, fui deixar Mari na escola de teatro e voltei pra casa. Na terça, também foi bacana. Pude bater um papinho com meu cunhado e minha irmã Bárbara. Eles estavam chegando da faculdade e me chamaram para uma cerveja ali perto. O bar estava quase fechando, mas ficamos lá até depois da meia-noite na boa. E olhe que estava cansada pra caramba, depois de fazer mercado e ir a uma feira de moda com Érica. Mas foi legal, sou esse bicho emotivo que ama estar perto da família e dos amigos.

 

Juju e Billy Negão

Juju e Billy Negão

Fui buscar Anália hoje na rodoviária. Anália é uma das melhores amigas de minha mãe e a conheço desde sempre. Veio passar a semana conosco para fazer exames médicos. Anália tem quase 70 anos e nunca casou, não tem filhos, vive sozinha numa cidade pequena chamada Morro, pros lados de Maracás. Anália em nossa casa é muito bom. Minha mãe está feliz, e as duas levam horas em conversas sobre o passado, relembrando causos do interior. Fico só ouvindo. Anália trouxe uma dúzia de ovos de quintal e carne do sol. Almoçamos juntas a comida que preparei pela manhã. Ela lamentou já não poder beber cerveja e rimos ao recordar as festas lá em casa. Casa simples, mas sempre hospitaleira e festeira. Quando fiz teste para um curso de teatro, em 1989, escolhi interpretar Anália. Estudei seu modo de falar para compor a personagem e fui aprovada. Bons tempos. Meu professor naquela época, Paulo Cunha, dá aulas hoje para a minha sobrinha no Curso Livre da Ufba. Entre as duas, quase vinte anos. Acho que sei porque gosto tanto de Anália. É que a presença dela só traz boas lembranças. E gente assim queremos sempre perto.

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