orações


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Acima, o santo criado por Renata Belmonte para Maria Sampaio. E deu vontade de agradecer a vocês pela diversão, poesia, prosa e beleza de cada post em seus blogs. Acertou quem definiu isso aqui como uma rede de afetos.

Mãe do silêncio e da humildade, tu vives perdida e encontrada no mar
sem fundo do mistério do Senhor.
Tu és disponibilidade e receptividade.
Tu és fecundidade e plenitude.
Tu és atenção e solicitude pelos irmãos.
Estás revestida de fortaleza.
Resplandecem em ti a maturidade humana e a elegância espiritual.
És senhora de ti mesma antes de ser nossa senhora.
Teu silêncio não é ausência, mas presença.
Estás abismada no Senhor e ao mesmo tempo atenta aos irmãos.
A comunicação nunca é tão profunda como quando não se diz nada e o
silêncio nunca é tão eloqüente como quando nada se comunica.
Faz-nos compreender que o silêncio não é desinteresse pelos irmãos,
mas fonte de energia e de irradiação.
Não é encolhimento, mas projeção.
Faz-nos compreender que, para derramar, é preciso preencher-se.
Afoga-se o mundo no mar da dispersão e não é possível amar os irmãos com um coração disperso.
Envolve-nos em teu manto de silêncio e comunica-nos a fortaleza de
tua fé e a profundidade do teu amor. Amém.

Recebi essa belíssima oração por e-mail, enviada pela escritora Letícia Dornelles, que a encontrou no Google e desconhece o autor.

Para a senhora, minha santa,
é que rezo todo dia,
acendo velas, faço romarias,
Nossa Senhora dos Esquisitos

Clareia meus passo na Terra,
desarmai o arco e flexa,
nas mãos de meus inimigos

E amparai, ó estranha santa,
aqueles que são benditos
na legião que a segue,
até onde os caminhos se perdem,
ou desembocam no abismo.

Essa é minha, do livro “De Volta à Caixa de Abelhas”, lançado em 2002