Mundo pop


Foto: Marcus Gusmão

Foto: Marcus Gusmão

A escritora carioca Ana Paula Maia inventou o trailer de livro para lançar o seu “Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos”. E Santiago Nazarian já está gravando o dele, de “O prédio, o tédio  e o menino cego”. Mas Nilson Galvão e Maria Sampaio, que lançam seus livros no dia 1º de setembro, estão um passo adiante. Marcus Gusmão acaba de inventar o primeiro hotblog de livros do País, com tudo a que os autores têm direito, incluindo reserva de compra de exemplares, um luxo de originalidade (morram de inveja, paulistas e cariocas). Cliquem na foto e vejam.

Corrigi o poema e a memória traiçoeira de menina. Saborosa e Jacaré eram marcas de cachaça mesmo, como Ari Coelho cantou desde o início. Maria Guimarães Sampaio me corrigiu (no romance dela, Rosália não diz que Saborosa e Jacaré eram cervejas, só cita as marcas). E Bernardo Guimarães confirmou, recordando até o aroma da Saborosa: “igual a paçoca com coco”. E foi além. Ainda lembrou mais marcas perdidas no tempo: Tatu, Pau nas Coxas e De Cabeça pra Baixo. Leiam a descrição feita por ele do trio elétrico (esse eu via passar na Cidade Baixa): “era montado na forma de uma garrafa de cachaça, com a “orquestra” no meio e zilhões de altofalantes nas beiradas em cima. Uma beleza! Mais anos 70 impossível”. E Maria também descreve lindamente: “O trio elétrico da Jacaré era um jacarezão verdão que abria e fechava a boca. O da Saborosa uma imensa garrafa branca deitada. Tudo com muita luz e a amplificação era daquelas bocas redondas encaixadinhas nos “desenhos-esculturas”. Havia umas varandas laterais onde ia a percussão, caixa, tarol… Não lembro se os sopros iam nessas varandinhas ou em cima com as cordas”.  Deu até saudade da Lavagem do Bonfim daqueles tempos. Não existia essa besteirada chic de Bonfim Light e todo mundo ia de caminhão e carroça para a Cidade Baixa. Os trios chegavam até o pé da colina e as barracas eram de madeira, com banquinhos pintados. Na nossa rua, caminho do cortejo, a festa começava de madrugada e não tinha hora para terminar.

Lembra do Abba, quarteto sueco que virou febre nos anos 70 e deu charme às trilhas sonoras de “Priscilla, a Rainha do Deserto” e “O Casamento de Muriel”? Ele vai ganhar um museu em Estocolmo, com 6,5 mil metros quadrados e quatro andares. O Abba The Museum (http://www.abbamuseum.com) terá ingressos vendidos exclusivamente pela net, entre 50 e 70 reais por cabeça, e será inaugurado em 3 de junho de 2009, reunindo toda a memorabilia do grupo. As informações são da BBC Brasil.