jornalismo


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Na nova edição do Sidarta, de Sonia Coutinho, dois textos meus (O coração na chuva e Poeminha anos 80, aquele da tela de Pollock) ainda inéditos. O jornal de Sonia, com quem fiz uma oficina literária em Salvador, está sempre conectado com o que há de mais atual na literatura e nas artes visuais no País. Na edição anterior, ela destaca Carola Saavedra e, nesta, João Ubaldo Ribeiro e Armando Freitas Filho. Sonia é jornalista, além de tradutora e contista premiada (dois Jabutis não é para qualquer um, não). Falar em Jabuti, meu coração e minha torcida estão divididos entre Alice Ruiz e Renata Pallotinni, que concorrem em poesia. Em romance, aposto as fichas em Ronaldo Correia de Brito, com Galiléia. Wilson Gomes e Cleise Mendes concorrem, não lembro em quais categorias. O resultado sai no dia 29.

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O jornal americano “New York Post” publicou ontem uma charge que compara o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a um chimpanzé morto a tiros pela polícia. O desenho causou ira entre os jornais americanos e internacionais, que criticaram a obra como racista. A charge, de autoria de Sean Delonas mostra dois policiais perante o corpo de um chimpanzé furado por balas. Um dos policiais diz ao outro, “eles terão de encontrar outra pessoa para escrever o próximo plano econômico”. Em declaração, o editor-chefe do “Post”, Col Allan afirmou: “O cartoon é uma paródia clara de um evento atual, ou seja, a morte a tiros de um chimpanzé violento em Connecticut”. Allan se referia ao chimpanzé de estimação morto nos EUA por um policial após atacar uma mulher. Travis, um macaco de 15 anos e 90 quilos, que estrelou alguns comerciais de televisão, atacou uma mulher que foi visitar a dona dele em Stamford, em Connecticut.

Do Folha Online

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A água em Marte é capaz de se mover, misturar e mudar de coloração, diz o geocientista Nilton Rennó. Essa é uma das evidências encontradas por ele para dizer que a substância existe no planeta em estado líquido, e não só congelada. Com base em fotos tiradas em datas diferentes pela sonda marciana Phoenix, ele diz que as bolsas de água salgada encontradas em uma das pernas da Phoenix deslizaram, escorreram ou se fundiram à medida que os dias ficavam mais quentes. “Isso não ocorreria se fosse gelo”, afirma Rennó. Além disso, foi detectado que essas esferas de água cresceram apenas nos primeiros 44 dias da missão, quando a temperatura estava mais alta – durante esse período, praticamente não houve formação de gelo nos locais próximos à sonda. Depois, conforme Marte apresentava dias mais frios, ocorreu o movimento contrário, com diminuição das bolsas de água e aumento na quantidade de gelo. “Isso não é consistente com a ideia de que o que vimos foram partículas de gelo, porque elas deveriam crescer quando fica mais frio, e há formação de gelo em praticamente todos os lugares”, diz Rennó. Outra evidência apontada no estudo é a mudança de cor apresentada pelas “gotas” que ficam mais escuras no decorrer do tempo, algo que também não acontece com o gelo.

Notícia do Folha on line, foto da AP|Nasa

Notícias sobre “Vidas que ninguém vê”, de Eliane Brum. Ela, assim como eu, ainda acha que jornalismo é a melhor profissão do mundo. Antes que abrisse a primeira página, Tati Mendonça advertiu: “é meio piegas”. O livro reúne as colunas publicadas em “Zero Hora”. A idéia, sugerida por Augusto Nunes, foi de pegar pessoas simples, gente anônima, do povão, e fazer um perfil delas. Algumas resvalam mesmo na pieguice. Mas há inegavelmente coisas muito bacanas, como a história do mendigo que nunca pediu nada. E o triste fim de Camila, menina de 10 anos que pedia trocados nos semáforos e morreu afogada no Guaíba. Vidas e mortes que rendem no máximo nota de pé de página nos grandes jornais. Brum é repórter especial de “Época”. Levei o livro de Paulo Scott, “Ainda Orangotangos”, para emprestar a Tati. Ganhei numa das feirinhas do Caderno Cultural e gostei pra caramba.

Sai domingo, a matéria. Fizemos o vídeo pra divulgar a edição (já está no ar no site da revista). Relevem os quilinhos a mais.

Foto: Lúcio Távora | Ag. A TARDE

Waldick Soriano morreu hoje. E sinto orgulho da matéria sobre ele que publicamos na Muito. Salvo engano, foi a última grande matéria sobre o bardo de Caetité. E publicada aqui, na capa de uma revista baiana, com a dimensão que ele merecia e merece, escrita por Zezão Castro, então repórter de A TARDE, um cara que respeita verdadeiramente o Sertão e o que Waldick representa para a música brasileira. Um acerto da edição e do jornal. E ainda disponibilizamos na net trechos inéditos do documentário sobre ele feito pela atriz Patrícia Pilar, que gentilmente nos enviou um CD com as imagens e falou com exclusividade sobre o trabalho. Nem sei descrever o entusiasmo que sentimos ao ver o resultado das andanças de Zezão pelo Brejinho das Ametistas. O depoimento de velhos amigos e namoradas. Os relatos hilários sobre o período em que ele foi galã dos puteiros. Uma delícia de texto. Falei sobre o prazer da reportagem no post anterior. Mas editar também é grande. É ver a matéria imaginada ganhar vida na página e perseguir o diabo nos detalhes.

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