I Ching


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Fim de semana de folgão. Dormi bastante no sábado e só saí de casa quando o dia escureceu. Olhando as opções de cinema no jornal de sexta, fiquei dividida entre “Onde os Fracos Não Têm Vez”, dos irmãos Coen, e “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”, de Tim Burton. Acabei indo ao teatro nos Barris com Érica ver a peça “Avental Todo Sujo de Ovo”, belo texto de Marcos Barbosa, atuação impecável de Christiane Veigga, e esticamos no “Beco da Rosália”, um bar  que fica perto do “Espaço Xisto Bahia”. No domingo, almoço com Érica no “Frango do Moura”, passeio de carro com meus sobrinhos, atrás de pão fresco no Cidade Jardim, um giro pelo condomínio com meu cachorro, Billy Negão. Bobeira santa o dia todo. Como deve ser. Antes de dormir, uma blogada básica. E saudades do meu I Ching…

Eu não procuro o insensato. É o insensato quem me procura… A perseverança é favorável.

Praia do Forte com Érica. Ficamos na pousada de Ceninha, localizada bem no meio da vila. Muito sol na moleira e a pressão alta, por conta de cigarros e comidinhas salgadas. No sábado, fomos ver Noeme Bastos cantar no “Las Margaritas”. Só na base da água tônica e da comida mexicana. Ainda no sábado, li entrevista do crítico André Seffrin no caderno “Cultural” e fiquei feliz por ser citada. Tudo que se relaciona a poesia me anima ou me destroça. De volta, penso em tocar finalmente as coisas práticas que adiei desde o início das férias. Detonei meu I Ching, relíquia de 1994, e não posso mais fazer consultas. Ainda bem que mantive comigo as moedas chinesas. Um senhor me presenteou com elas. São autênticas.  Eu estava em busca das moedas no brechó de um amigo, que ficava perto do Campo Grande. Esse moço, do nada, prometeu deixar lá de presente três moedas chinesas. Nem levei a sério. Mas, uma semana depois,  meu amigo me deu as moedas oferecidas pelo desconhecido, que guardo há uns 13 anos comigo. Cara, coisas assim acontecem de verdade. Há alguns anos, um anjo me salvou de um assalto. É uma longa história que soa meio inacreditável. E agora, exatamente agora, preciso que ocorra um novo milagre. Mas “quem, se eu gritasse, entre as legiões dos anjos, me ouviria?”