férias


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Ficarei uns dias sem postar, concentrada num projeto essencial.  Talvez tenha boas notícias em breve, não sei.

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Ontem, inconscientemente seguindo o sábio conselho de Franciel, armei a viagem pra Chapada. E nem vai ser preciso ir de carona, Katherine. Vou rachar o gás com amigos. Viajo no dia 9 e festejo os 40 por lá. Acho que vai ser bacana, e sem drama. Bom, ando preguiçosa para postar por conta das férias, ainda me adaptando a acordar mais tarde. Mas, em compensação, tenho lido bastante e na cama. Hoje vou colocar película nos vidros do carro para encarar o calor da viagem. Tenho pensado muito também. E nem sei no que vai dar tanta reflexão.

O segundo dia do ano, rapazes lavam carros no estacionamento, um caminhão de gás faz um barulho dos infernos. Dormi mal, acordei cedo, vou preparar uma macarronada com molho branco para o meu amor. A menina que trabalha aqui chegou tarde, levou meu cachorro para dar uma volta, parece estar de ressaca. Liguei para a conta e fiquei deprê. A grana das férias desapareceu num gigantesco buraco negro. E quero ir pro Capão de qualquer jeito. Minhã mãe ainda não se acostumou comigo em casa. Não me deixa dois minutos quieta, justo o que mais gosto. Olho a estante repleta de livros que devo ler se quiser ter alguma chance no mestrado. E vejo um filme idiota na TV. Podia escrever um poeminha… Não sei como. Será que perdi o jeito na passagem do ano? As coisa mudam, as coisas mudam. Vou na sala, olho o som. Não tenho MP3. O dia parece longo visto da minha cama. Ligo o notebook, coloco no colo, e vou blogar. Ainda de pijamas. Minha irmã está com a família em Itacimirim. De repente… Acho que hoje vou ao shopping, amanhã coloco película nos vidros do carro e, depois de amanhã, sei lá. Talvez um resto de gripe, vinda de 2007, acabe me prendendo em casa. Ou, vindo do espaço, um meteoro finalmente me faça acordar.

O que faria diferença, o que transformaria 2008 no melhor ano da minha vida? Eu sei, logicamente. E nem preciso visitar o campo de concentração de Dachau para ter uma iluminação ou percorrer os 800 quilômetros do Caminho de Santiago. O primeiro passo para todos, acredito, é levar a sério a brincadeira do “se eu fosse eu”, proposta por Clarice Lispector. Há outro atalho. Mas os que não gostam de dizer palavrão podem trocar a palavra com “f” por “dane-se!” Trabalharei quatro dias direto no feriado do Natal, incluindo o sábado e o domingo. Daí, como dizem lá em Pato Branco, viajo para Lençóis depois da virada do ano. Planejo ficar uma semana por lá. Anotações de um dia ensolarado que será de trampo e sem praia.

Adoro listas, como a que fez o meu amigo Márcio no Cova Rasa. Mas sou dispersa demais para isso. Num balanço de 2007, diria que foi um ano difícil, embora eu tenha obtido pequenas vitórias materiais e engatado alguns projetos interessantes. No dia 28, saio de férias. Sem muita grana para viajar, mas com a firme determinação de conhecer o Vale do Capão. Olhando para trás, vejo que fiz um esforço no sentido de melhorar a minha vida de um modo geral.  Mas que alguns processos devem atravessar comigo para o próximo ano. Fico feliz ao constatar que mantive o coração aberto para as pessoas. E que cresci por dentro ao reconhecer meus erros, que não foram poucos. Mas o estresse me torturou nos últimos trezentos e tantos dias e sofri por antecipação em numerosas ocasiões. A leveza é a maior conquista de um capricorniano. Batalhei por ela ao longo das noites e dos dias. E a luta continua.