Celebridades


Fiquei triste com a morte de Perry Salles. Poucos sabem, mas trabalhei brevemente com Perry na época em que  ele administrava o Teatro Gamboa em Salvador. Não lembro como nos conhecemos, mas foi uma experiência intensa. Ele me ligava às vezes de madrugada, com ideias para a divulgação da peça que ensaiava. Eu o achava um louco. Batíamos uns papos legais, olhando a paisagem (alucinante de tão bela) do subsolo do Gamboa. A casa parecia um submarino. Até achei que ele havia ficado chateado comigo por ter caído repentinamente fora do projeto (tive uns bons motivos). Mas, antes de ir para o Rio de Janeiro, ele esteve no jornal e, ao me ver, gritou de lá um “Katinha” tão alegre e sincero que me surpreendi. Foi a última vez que o vi pessoalmente.

PDM+CORTE+NELSON

Convidado: Nelson Magalhães Filho
Coletivo Corte: Wladimir Cazé, Gustavo Rios, Katherine Funke, Lima Trindade
Participações Especiais: Diogo Costa, Jair (Declinium), Elmo (Opus Incertum) e Rodrigo Rocha (The Black Mountain Group).
Dia 30, sábado, às 18 horas

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Até domingo, dia 3, às 20 horas, com entrada franca (é só pegar senhas na bilheteria), tem a peça de conclusão do curso livre de teatro da Ufba, no Martins Gonçalves, Canela.  A direção é de Paulo Cunha, uma releitura de A Lira dos vinte anos. Ficou bem bacana e vale a pena ver.

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Eu agora só faço o que for fácil.
Dificuldade é tudo – o que não quero.
Que tudo é mais que tudo lero-lero.
Enchi o saco, Conselheiro Acácio.
 
Pois a vida é tão simples, tola, breve.
Nada chega senão num piscar d’olhos.
Vou levar-me até onde o vento leve.
Bem além do Arquipélago de Abrolhos.

Os dois primeiros versos de um soneto novíssimo. Tem tudo a ver com o modo como desejo viver.

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