cães


Foto: AP

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Deu hoje no G1: Num zoológico chinês, dois filhotes de urso panda rejeitados pela mãe estão sendo amamentados por uma cadela e só sobreviveram graça a ela.

Sem empregada, levo Billy para passear todos os dias. Acordo bem cedo, por volta das 7, e saio com ele no solzinho da manhã. Há muitas crianças com suas babás na pracinha. Dois gêmeos idênticos de um ano e pouco vestem roupinhas parecidas. Uma bebê linda sorri para mim. Vou de óculos escuros, cabelos mais curtos e escuros, cara de sono. No finzinho da tarde, saio com Billy novamente. Muita gente acha exagero, mas meu cachorro merece esses passeios. Gosto da tranquilidade do lugar onde moro, de poder andar dentro do condomínio até depois das 22 horas, das árvores cheias de micos, dos cães de rua adotados pela vizinhança, dos passarinhos que invadem a varanda atrás de migalhas, da baiana linda e sorridente que faz acarajé e abará como poucas, das barraquinhas que sempre têm cerveja bem gelada. Outro dia largaram uma cadela por lá. Minha mãe pegou ração e água e descemos para alimentar o animal, que parecia desnorteado. No estacionamento, encontramos uma vizinha, de outro prédio, que também estava preocupada com o cãozinho. Conversando, descobrimos que ela cuida de vários na mesma situação e tenta arrumar pessoas que os adotem. Também pega alguns e leva para casa. Um anjo. Essas caminhadas tem me feito um bem enorme, vivendo mais o cotidiano, a luz da manhã, o entardecer, olhando os rostos dos vizinhos. Alguns têm pássaros e descem com gaiolas que penduram nos galhos. Outros andam para manter a boa forma. Diariamente, um velhinho sai com sua cadela, uma cocker marron, e dá inacreditáveis voltas. Sisudo, parece pensar na vida, em seus 80 e tantos anos. Vou ouvindo música e tentando ser feliz.

vivo e bem
Billy de Papai Noel: vivo e bem

Meu cachorro foi atacado covardemente. Estávamos esperando o elevador, no hall do prédio em que moro, quando o cão da vizinha do segundo andar, sem coleira, desceu furioso e agarrou Billy pela pata dianteira de surpresa. Fiz o que pude para defender meu cachorro, mas só a chegada do porteiro fez o outro cão, bem maior que o meu, se afastar. Minha mãe passou mal, estava comigo. Meu cachorro ficou mancando. Minhas mãos estão arranhadas, machucadas. Teve um momento em que achei que o cachorrão iria me morder, pois eu batia nele com as mãos. Meu medo era só de que Billy ficasse muito ferido. O síndico do prédio, avisado pelo porteiro, estava dormindo. Não espero qualquer atitude decente dele. A dona do cão que atacou Billy tem problemas mentais. Pago o condomínio rigorosamente em dia. Preciso começar a pensar em mudar de apartamento.

Billy Negão observa o movimento

Foto: Divulgação

No ano passado, ele ficou em segundo lugar. Desta vez, não teve pra ninguém. O cristado chinês Pee Wee Martini deixou todos os favoritos para trás e foi eleito o cão mais feio do planeta. E já virou celebridade: tem até página no myspace. Olha a língua, Marcus (acho que contou pontos a favor). Aliás, a cara dele parece um quadro de Picasso.

Fotos: Divulgação

Como publicamos aqui no “Madame” o resultado do concurso do ano passado, vencido por Elwood (o galã aí de cima), resolvemos presentear nossos visitantes com as fotos de três dos finalistas da edição 2008 do cão mais feio do mundo (pescadas no G1). Os favoritos são Squiggy, Rascal e Buster, essas figurinhas fofas aí embaixo. O vencedor será conhecido amanhã.