Já estamos todos mortos
quando vivos nestas poses
que emprestam aos retratos
certo ar de documento
do quanto fomos, gente,
para algum arremedo
de posteridade. Ah, já estamos
mesmo todos mortos
quando abrimos os olhos 
e arreganhamos os dentes
diante de algum fotógrafo.

Anúncios

7 comentários Adicione o seu

  1. Lidi disse:

    É verdade. Como escreveu Cassiano Ricardo: “Desde o instante em que se nasce. Já se começa a morrer.” Belíssimo poema, Kátia. Adorei.

  2. Márcio disse:

    Belíssissimo poema, Kátia!

  3. maria sampaio disse:

    morto não…
    mesmo em tão belo poema

  4. gláucia lemos disse:

    A morte sempre foi presença segura na inspiração dos poetas. Como se diz que poetas são videntes, vêem, porque sentem mais que o comun dos mortais, talvez por isso a certeza mais funda da finitude do ser humano, a angústia bem ou mal disfarçada que, confessemos ou não,lá está na alma de cada um. Seu poema é uma confissão.Lindo.

  5. maria sampaio disse:

    Estou em dúvida com tantas Kátia Borges em minha lidta de emeio, vai por aqui o meu beijoabraço de parabéns de aniversário.
    Maria

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s