Dia 18 de dezembro e o Madame K completa três anos, o que significa muito para mim. A ideia pintou num caruru de Santa Bárbara, na casa de minha irmã mais velha, Bárbara, em 2006. Uma sugestão de Márcio Matos, do Cova Rasa. Até então, eu não sabia nada de blog. Fui pegando o jeito na prática,…

Já estamos todos mortos quando vivos nestas poses que emprestam aos retratos certo ar de documento do quanto fomos, gente, para algum arremedo de posteridade. Ah, já estamos mesmo todos mortos quando abrimos os olhos  e arreganhamos os dentes diante de algum fotógrafo.

Recebi hoje um e-mail da poeta Ana Peluso com essa ação de apoio. Não conheço o dramaturgo, mas resolvi replicar aqui e dar uma força. Os comentários da imprensa sobre o que aconteceu com ele são simplesmente lamentáveis. Onde chegaremos com tanta ignorância? Sinceramente, não sei.

Marcamos um encontro: 15 para as sete na esquina dum verso. Confirmou ao telefone, na quarta, dia de Iansã, de vermelho, como se deve, sem falta, no ponto onde acontece do verbo amolecer. Iria, me disse, de todo modo, mesmo se a filha adoecesse, sabendo que não me acharia nas palavras, no horário, no papel,…

Disto, enfim, a boca perto do ouvido. Poderia soar sim ou não, dito, não dito. Disto, sim, do olvido.