Bom, pra mim chega. Não fui talhada pra isso. Na adolescêncida, dava um trabalhão ser depressiva. Rendia maus hábitos e poemas péssimos. Então, vamos logo com isso. Faça o primeiro movimento que vem o resto. Deixe de manha, arribe do canto. Nem tem espaço pra essa conversa. Sei disso e sei daquilo. Mas que importa? Lembra do dito? E do tom? Falo do velho provérbio oriental. É, é bem batido. Mas real. Garanto. Se o problema é pequeno, para que pensar. Se é grande, que adianta pensar. Agora, sacode a poeira e segue adiante, besta. Lembra de Caio F. olhando pela janela as pessoas indo e vindo, sem saber, sem perceber, tolamente seguindo. A beleza da vida é isso. Levantar cedo, passear com o cachorro, trabalhar a palavra (a sua e a dos outros). Para o que nasce, é. “Essencialmente equílibrio, nem máximo, nem mínimo”. O verso é lindo, mas nem pense em se recolher e ser como Orides Fontela. Ô, drama. Você sabe que isso é só jogo de cena, que a sua é outra. Poxa, deixa de ser espalhafatosamente tímida. Como é mesmo esse negócio de estar triste, esquisita? Deixa de ser fingida. Nunca na história deste País, houve pessoa mais otimisma, mais loucamente otimista, mais insanamente otimista. Gente que faz festa até com uma única pessoa. Vamos, querida, vamos. É agora, é nessa hora, é pra cima!

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