Finalmente concluí a leitura da biografia de Caio Fernando Abreu. Uma biografia diferente, narrada a partir da perspectiva da jornalista Paula Dip, amiga pessoal do escritor. O livro é longo, mas não cansativo, especialmente para quem gosta do cara. Tenho uma edição de Morangos Mofados de 1984, com capa e desenhos de Alex Vallauri. E outra bem mais nova, de 2005, do mesmo livro. Adoro edições antigas. Não sei de que ano, mas tenho um Onde andará Dulce Veiga? bem velhinho, uma capa meio brega. E um A Teus Pés, edição da Brasiliense, que não vendo nem empresto. Não boto na roda também os autografados. Um Ferreira Gullar. Dois Lygia Fagundes Telles. Um montão de autores baianos. Mas minha maior relíquia é mesmo o livrinho de bolso de um cara que nunca fez sucesso. Max Brod, o cara que não queimou os originais de Kafka. Achei num sebo, comprei em homenagem indireta, guardo como amuleto. Nunca li uma página.

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