E eis que meu romance avança. E me enreda. Se me perguntarem, direi que sei, direi que um dia saberei. Por enquanto é só ensaio, processo de engatinhar no chão gelado. Quando fico nos dois pés ainda não é firme. Mas insisto mesmo, por afrontamento do desejo, como dizia Ana C, insisto na maldade de…

As pessoas iam sumindo lentamente. E reapareciam, de repente, com branco nos cabelos. Menos ele, que usava um produto importado. Parecia ter a mesma idade de quando fomos buscar o exame. Será que sim, será que não? Fazia suas coisas às escondidas. Me diga, mano, que é isso?, perguntava distraída, como se não quisesse explicação….

Nossa Senhora de Copacabana, dai-nos o Sol todos os dias, mesmo no Inverno. Dai-nos o seu calor sem termo, Nossa Senhora de Copacabana. Dai-nos um céu de brigadeiro a cada semana. Dai-nos um céu de brigadeiro, nossa senhora de Copacabana. Dai-nos alvoradas sem medo. Dai-nos manhãs de poesia. Dai-nos entardecer sem tédio. Dai-nos o pôr-de-sol…

Gadú

Meio lentinha, só agora descobri Maria Gadú, 22. Ouvi as músicas do primeiro disco e fui ver a menina em vídeo no Youtube. Nesse aqui, ela faz um cover de Killing Me Softly com uma batida bem bacana. Será que a Som Livre vai segurar esse visual garotinho de Gadú ou vai enquadrar a garota?

Em qual se enquadra o Madame?

Gerana Damulakis parou com o Leitora Crítica. Há motivos, não duvido. Já tive impulsos de acabar com o Madame inúmeras vezes. Montar outra estrutura, como fez Mayrant Gallo com o Não Leia! Algo bem organizado, menos confuso, uma revista literária séria como a Verbo 21 de Lima Trindade. Pensei até em criar um sebo virtual,…

Silk

Uma roupa velha para o dia novo que se inaugura trancar no corpo, invólucro sobre invólucro, uma roupa velha, lição de autocura, que este dia novo em nada apura, seja como o outro que, estampado, vai em busca da manhã perfeita, na qual Janis nunca perderá o viço nesta camiseta.

Anísio

Mal concluí a leitura de “Um Rio Chamado Tempo, uma Casa Chamada Terra”, de Mia Couto, engatei o raríssimo exemplar de “Espelho das horas”, de Carlos Anísio Melhor, empréstimo precioso de Adelmo Oliveira. Anísio é um dos meus poetas prediletos. Dele, tenho “Canto Agônico”. Meu exemplar poderia estar autografrado, mas por timidez nunca o levei…

No Sidarta

Na nova edição do Sidarta, de Sonia Coutinho, dois textos meus (O coração na chuva e Poeminha anos 80, aquele da tela de Pollock) ainda inéditos. O jornal de Sonia, com quem fiz uma oficina literária em Salvador, está sempre conectado com o que há de mais atual na literatura e nas artes visuais no…