Elvis-Presley

Ontem, me deu saudade de Elvis Presley. Do nada. Danada. Fui pro youtube atrás de um vídeo. Queria ver/ouvir, sei lá, “Suspicious Mind” ou “In the Gheto”, mas ficaria consolada se achasse “Love me tender”.  É incrível como desprezei Elvis na adolescência, depois de ter amado tanto na infância. Lembro de mim, aos 8 anos, decorando uma biografia tosca de “The King” numa revista em quadrinhos. E assistindo filmes na Sessão da Tarde da TV compulsivamente. Lindo, decadente, ridículo. Acho que foi na encruzilhada em que cruzei com Janis Joplin que o abandonei definitivamente. Não combinava com Rolling Stones, com Beatles… Os amigos também falavam mal daquele cara obeso e suado.  Mais que abandonei, eu reneguei Elvis. Neguei seu nome três mil vezes diante do altar do rock. Ignorante. Medo de parecer cafona como ele, naquela roupa esquisita. Medo da decadência que sua fase Vegas representava. Solidão, entorpecentes, sanduíches gigantescos, delírios com a CIA. Meu Elvis era ainda o adorável pracinha do exército americano. Meu Elvis era ainda o bonitão havaiano. Meu Elvis era também o excêntrico que fazia dancinhas inacreditáveis no palco. Hoje, não sei não. Esta saudade doida. Elvis foi o meu primeiro ídolo.

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