Carpe Diem (Mario Faustino)

Mauro Faustino colagem

 

Que faço deste dia, que me adora?

Pega-lo pela cauda, antes da hora

Vermelha de furtar-se ao meu festim?

Ou colocá-lo em música, em palavra,

Ou grava-lo na pedra, que o sol lavra?

Força é guarda-lo em mim, que um dia assim

Tremenda noite deixa se ela ao leito

Da noite precedente o leva, feito

Escravo dessa fêmea a quem fugira

Por mim, por minha voz e minha lira.

 

     (Mas já se sombras vejo que se cobre

      Tão surdo ao sonho de ficar – tão nobre.

      Já nele a luz da lua – a morte – mora,

      De traição foi feito: vai-se embora.)

 

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4 comentários Adicione o seu

  1. Valeu, grande Faustino, sabia tudo de poesia!

  2. katherinefunke disse:

    tá melhor?
    vitamina C!
    e sucos
    e poesia
    e virtude.
    cuide-se…

  3. Lima disse:

    Adoro “O homem e sua hora”…

  4. Conceição Auxiliadora de Oliveira disse:

    São inúmeras coisas em um dia
    Um dia, tão extenso dia
    É preciso que encontremos um buraco de agulha
    Para que tenhamos a nossa hora,
    Se não puder, nossos minutos,
    Ainda, se não, nossos segundos,
    Agradecer a Deus se nos for oferecido
    Milésimos, riquíssimos milésimos segundo
    Num dia, em qualquer dia, que nos é permitido a vida
    Tão preciosos, minutos, horas, segundo de nossas vidas.

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