Queria falar do edital da Secult, repartir a alegria, a perspectiva de edição, mas não sabia como. É algo que espero desde o ano passado. Quase nem participava, descrente que sou de seleções. No que aumentaram o prazo, corri atrás e fiz a inscrição. Com projeto, cronograma e livro. O livro. Antes de tudo, generosamente incentivado por Maria Sampaio, que me cedeu fotos para a capa, um luxo. Hoje, fui no Solar Cunha Guedes, entrega do prêmio do Banco Capital. Tantos escritores, tanta gente de teatro, uma noite linda. Gente, estou feliz, mas não estou feliz. Não bestamente feliz. É uma felicidade completamente diferente, aquela que se sente diante da esperança. A frágil esperança, esse bichinho verde, fácil de esmagar entre as mãos.

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