A ver baleias (Luís Antonio Cajazeira Ramos)

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Eu agora só faço o que for fácil.
Dificuldade é tudo – o que não quero.
Que tudo é mais que tudo lero-lero.
Enchi o saco, Conselheiro Acácio.
 
Pois a vida é tão simples, tola, breve.
Nada chega senão num piscar d’olhos.
Vou levar-me até onde o vento leve.
Bem além do Arquipélago de Abrolhos.

Os dois primeiros versos de um soneto novíssimo. Tem tudo a ver com o modo como desejo viver.

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5 comentários Adicione o seu

  1. Também gostei muito.
    Kátia: pedi que vc tentasse descobrir se era Ana a poeta que me enviou um material. Eu deletei sem querer na hora de jogar coisas na lixeira com pressa. E não consigo esquecer.

  2. Belo poema.
    Kátia, fico muito honrado com tua visita no meu blog.
    Grande abraço.

  3. Janaina Amado disse:

    Que beleza de poema, parabéns ao poeta! Perfeito, em forma e conteúdo. Me sinto assim, também.
    Ótimo final de semana, Kátia!

  4. maria sampaio disse:

    Em outras palavras, o meu lema “agora só faço o que quero”.
    Beijos
    Maria

  5. gláucia lemos disse:

    Estou de férias. Mas vá lá… Ouvi o soneto em primeira mão,no carro, à medida em que era criado oralmente, o poeta dirigindo e eu ao lado escutando e dando pitacos. De início chamou-se Jubarte em relação a Abrolhos, depois virou A ver navios, título que condenei, então passou a ser Baleia, depois definitivamente A ver baleias.No dia seguinte o tive na versão final, por telefone. Eis a história sintetizada de um bonito soneto.

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