Como vivo hoje

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Não sei quantos anos eu tinha na época. Entrei na Facom aos 21 em 1989. Acho que uns 22, no máximo. Gonçalo Júnior devia ter 23. Fazíamos um jornal-mural chamado “Vacilos da Vocação”. Eu, ele, Mariana Carneiro, Ana Cristina Pereira e Carlos Cabus. Era um jornal feito de noite e que amanhecia na entrada da faculdade, que funcionava no Canela, num prédio vizinho à Escola de Música. Ninguém sabia, no início, quem eram os autores. Bolávamos textos criativos, caricaturas, concursos, um monte de piadas. Mariana está organizando uma festinha para reunir os calouros de jornalismo duas décadas depois. Ando catando fotos como essa entre minhas coisas. É bacana se ver assim bem mais jovem (e magra). Logo eu, que sou como o viajante descrito no I Ching. Tempos depois, já em outra turma, com Linda Bezerra, Éden Nilo e Franklin Carvalho, criamos o “336-2000”, que era o número do “orelhão” que ficava na entrada do prédio da escola. Era um fanzine montado “natoralmente” e xerocado. Da Facom para o Café Teatro. Muito álcool. Andréa Vaz tinha um bugre vermelho e colocava oito pessoas dentro, sei lá como. Eu já havia deixado o teatro, que mal havia começado, e tido a primeira grande desilusão amorosa. Foi um período intenso e louco. Inesquecível. Mas, sinceramente, prefiro viver como vivo hoje.

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9 comentários Adicione o seu

  1. maria sampaio disse:

    Foto com a alegria do tempo bom.

  2. Renata Belmonte disse:

    Vocês parecem muito felizes.
    Bjs

  3. Carlos Barbosa disse:

    Kátia, saí da Facom em 1986 e já tínhamos aulas no prédio da ex-biblioteca. Isso, depois de passar alguns anos no espigão da esquina, o de Odonto (Iami foi minha colega lá). Trabalhava muito e não deu pra enturmações. Tudo de bom em sua reunião de turma. Abr. (carlos)

  4. Celso disse:

    O bom de preferir viver como hoje, tendo vivido intensamente, é a sensação de não ter usufruído das oportunidades em seu tempo certo, e ter adquirido o direito sagrado de viver como se quer. Muito legal a foto e a história.

  5. Ari disse:

    Ah!… o “Doce Pássaro”… Mas não gosto dessas reuniões de turma de 1900 e coisa. Deprimem-me. Mas, se encontrar Mariana, diga que mandei um beijo.
    Beijo!

  6. Franciel disse:

    Kátia, que foto feliz.

    Sabia que escrevi umas bobagens no 336-2000?

    acho que foi no número dois. Quem também escrevia lá e que é um amor de pessoa é Nivaldo Pereira, lembra dele?

    Andei muito neste bugre louco de Déa.

    Beijocas
    Lembro do seu texto e de Nivaldo (grande Nivaldo). Quando ele se mudou de Salvador, me deu uma caixa gigantesca com revistas, livros e discos, que fui buscar de ônibus na casa dele, uma loucura. Saudade da galera.

  7. liz disse:

    Kátia, a foto é linda.
    Lembrei tanto da Facom ainda naquele prédio, as salas, o laboratório de fotografia, a cantina de Vovô e, coisa incrível, o “orelhão” (celular foi um pouco depois, pelo menos para mim).
    Muita intensidade naquele período.
    Acho que fui das últimas turmas antes da transferência da Facom para Ondina.
    Beijos

  8. Bomfim disse:

    Olá Kátia
    Vamos indo, vamos indo…
    Lembrei que tem uma turma querendo comemorar os 30 anos de entrada na hoje Facom (era FBC, lembra?)
    Abraços
    Bomfim

  9. Carlos Cabús disse:

    Oi Kátia, há quanto tempo.
    Lembro bem dessa tarde na FACOM, pois fui eu que fotografei você e Gonçalo. Tenho outras fotos tiradas nesse mesmo dia.
    Quanto à reunião dos ex-alunos, eu sugerí isso na comunidade do Orkut “Jurássicos da FACOM”, mas não obtive respostas.

    Abraços

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