Inteiro

Tati Mendonça me emprestou um livro incrível esta semana. As entrevistas que Clarice Lispector fez com gente de literatura, teatro e artes plásticas. Algumas me tocaram especialmente. A de Nelson Rodrigues, sincero ao falar sobre solidão e amizade. A de Rubem Braga, humildade mesmo, humildade absolutamente sincera. A de Érico Veríssimo, humildade de modo diverso. Humildade orgulhosa. E a de Jorge Amado, eivada de simplicidade, sem humildade. “Para sê grande, sê inteiro”, já dizia Fernando Pessoa. “Seja como o Sol ao meio-dia”, diz o I Ching. Hoje, Tati me emprestou mais um bom livro, “A vida que ninguém vê”, de Eliane Brum. Vou ler à noite.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Esse livro de Clarice é mesmo maravilhoso. Descobri nele que Clarice tinha o número 13 como seu favorito. Fiquei estranhamente feliz com isso. Talvez porque não me sinto mais tão estranha por sempre achar que qualquer coisa que tenha 13 me trará sorte.
    Bjs

  2. aeronauta disse:

    Gosto demais desse livro. As entrevistas que Clarice faz são de uma singularidade nunca vista. Amei especialmente a de Nelson Rodrigues, que você assinalou muito bem: “sincero ao falar sobre solidão e amizade”. Fiquei muito impressionada com o que ele falou. O tom (Clarice nos faz perceber toda a atmosfera), a tristeza e a honestidade de tudo que foi dito ali por esse “pierrô suburbano” são coisas que não se esquecem nunca.

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