Tati Mendonça me emprestou um livro incrível esta semana. As entrevistas que Clarice Lispector fez com gente de literatura, teatro e artes plásticas. Algumas me tocaram especialmente. A de Nelson Rodrigues, sincero ao falar sobre solidão e amizade. A de Rubem Braga, humildade mesmo, humildade absolutamente sincera. A de Érico Veríssimo, humildade de modo diverso. Humildade orgulhosa. E a de Jorge Amado, eivada de simplicidade, sem humildade. “Para sê grande, sê inteiro”, já dizia Fernando Pessoa. “Seja como o Sol ao meio-dia”, diz o I Ching. Hoje, Tati me emprestou mais um bom livro, “A vida que ninguém vê”, de Eliane Brum. Vou ler à noite.

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