Lembro ensolaradamente aquela tarde,
eu e meu pai, após mais uma ida ao médico.
Ele faria radiografias da mandíbula,
mas estava tranqüilo,
e havia uma paz enorme entre nós.
De tudo, depois de tanta dor,
guardei comigo aquele enlevamento
vespertino, e o modo incrível
como mexeram comigo
uma certa brisa e a sombra imensa
que as árvores projetavam
no asfalto.

Hoje, seis anos sem meu pai.

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