SPECTOR

Clarice, “se eu fosse eu” não faz sentido. É como se eu pudesse ser alguém. Pois nem ser eu sei ser, quanto mais quem houvesse além de si haver havido.   Melhor deixar aquém o ser contido e se deixar além de todo além. Há muito que essa vida não faz bem a quem vive…

Muito mais eu

Quando eu não sei onde guardei um papel importante e a procura revela-se inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase “se eu fosse eu”, que a procura do papel se torna secundária, e começo…

Quase tragédia de natal

Meu cachorro foi atacado covardemente. Estávamos esperando o elevador, no hall do prédio em que moro, quando o cão da vizinha do segundo andar, sem coleira, desceu furioso e agarrou Billy pela pata dianteira de surpresa. Fiz o que pude para defender meu cachorro, mas só a chegada do porteiro fez o outro cão, bem maior que o meu, se afastar. Minha mãe…

Jacaré e Saborosa

Corrigi o poema e a memória traiçoeira de menina. Saborosa e Jacaré eram marcas de cachaça mesmo, como Ari Coelho cantou desde o início. Maria Guimarães Sampaio me corrigiu (no romance dela, Rosália não diz que Saborosa e Jacaré eram cervejas, só cita as marcas). E Bernardo Guimarães confirmou, recordando até o aroma da Saborosa:…

O jacaré e o Bahia

Ari Coelho questionou se Saborosa era mesmo marca de cerveja ou cachaça. Lendo o romance “Rosália Roseiral”, de Maria Guimarães Sampaio, vi que a protagonista cita justamente a Saborosa numa das falas. Ela diz: “Você não conheceu o Jacaré…a garrafa de Saborosa, tremendamente iluminados! Beleza!”. O jacaré era o símbolo da marca. Tinha até um…

Retrospectiva de mim

Fiquei besta ao ver que no dia 18 o “Madame” completa dois anos de poesia e papo furado. Desde o episódio da conjuntivite, tenho postado bem menos para poupar os olhos, que já ficam grudados no monitor o dia inteiro. Aí, deixo passar coisas bacanas que leio nos vizinhos e que queria comentar. A bela…

Fui ver Maria Sampaio ontem, mesmo morta de vergonha. Mas ela logo me pôs à vontade. E Brigitte me recebeu com festa, como se me conhecesse há anos. Saí de lá com um disquete com 43 imagens, para escolher uma para a capa do novo livro, e um exemplar autografado de “Rosália Roseiral”. Vou começar…

Capitu

O primeiro capítulo de “Capitu” foi uma aula de como fazer televisão com o que cada linguagem tem de melhor, e sem tanto hermetismo como em “A Pedra do Reino”. E que música linda! Joguei no google e descobri que se chama “Elephant Gun”, de uma banda chamada “Beirut”. O clipe acima.

Ainda Woody Allen

O comentário de Ana Clélia está correto. Woody Allen pode mesmo vir filmar no Brasil, mas será só em 2010. O empresário Cláudio Loureiro ofereceu 7 milhões de dólares ao agente de Allen e parece que a coisa vai andar. Foi assim, com um patrocínio antecipado e oferecido, que “Vicky Cristina Barcelona” foi feito.

Ainda sobre Vicky Cristina Barcelona

Ana Clélia me disse que Woody Allen pode vir filmar no Brasil no ano que vem. Atrás da história, dei numa entrevista dele em “O Globo”. Um trecho: “O fato de lhe chamarem de grande não faz você ser grande, e o fato de dizerem que um trabalho é terrível não o torna terrível. Eu…

Atrás da porta

Neste fim de semana, finalmente fui ver “Vicky Cristina Barcelona” com Érica. Também levei minha mãe para escolher presentes pros netos. Dias bacanas apesar da chuva. Ando pensando bastante  sobre vida e literatura. O Iching não tem animado muito. Sensação de que há algo atrás da porta.