Adal e Frank

Adal e Frank

Um dia, inesperadamente, me entregam um pacote na portaria do jornal. Um livro enviado de Sampa. “Janis Joplin: Uma vida, uma época”, de Alice Echols. Presente de Franklin Albuquerque, que eu não via há um tempão. Nos conhecemos em 1989, no teatro, e pertencemos a uma intricada turma que enredou um bocado de gente boa ao longo da década de 90, atando todo mundo fortemente pelo coração. Relações intensas, tensas, apaixonadas. Desse grupo faz parte também Adalberto Carvalho. O mesmo brilho nos olhos, a mesma prosa inteligente. E não é que nos achamos de novo? Uma noite quente na cidade, um projeto no bolso, a lembrar de tanta gente que, certamente, também sente um aperto no peito ao pensar em nós. Estão no Arizona, em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo. Espalhados por esse país enorme. Amigos com quem dividimos a nossa gloriosa e selvagem juventude.

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