novembro 2008


Surpresas boas ontem no meio e no fim do expediente. Adal e Ivonita vieram ao jornal divulgar a programação de Natal da Cidade da Criança. Conversamos pouco, mas é sempre bacana ver meu amigo. Perto das 16 horas, a menina da recepção telefonou pro meu ramal e avisou que minha irmã Paula e minhas duas sobrinhas, Mariana e Júlia, estavam lá. Bom demais. Saímos juntas. Elas iam para um festival na escola de dança. Acabamos no Caranguejo de Ondina, que eu ainda não conhecia. Rimos pra caramba. Depois, fui deixar Mari na escola de teatro e voltei pra casa. Na terça, também foi bacana. Pude bater um papinho com meu cunhado e minha irmã Bárbara. Eles estavam chegando da faculdade e me chamaram para uma cerveja ali perto. O bar estava quase fechando, mas ficamos lá até depois da meia-noite na boa. E olhe que estava cansada pra caramba, depois de fazer mercado e ir a uma feira de moda com Érica. Mas foi legal, sou esse bicho emotivo que ama estar perto da família e dos amigos.

Adal e Frank

Adal e Frank

Um dia, inesperadamente, me entregam um pacote na portaria do jornal. Um livro enviado de Sampa. “Janis Joplin: Uma vida, uma época”, de Alice Echols. Presente de Franklin Albuquerque, que eu não via há um tempão. Nos conhecemos em 1989, no teatro, e pertencemos a uma intricada turma que enredou um bocado de gente boa ao longo da década de 90, atando todo mundo fortemente pelo coração. Relações intensas, tensas, apaixonadas. Desse grupo faz parte também Adalberto Carvalho. O mesmo brilho nos olhos, a mesma prosa inteligente. E não é que nos achamos de novo? Uma noite quente na cidade, um projeto no bolso, a lembrar de tanta gente que, certamente, também sente um aperto no peito ao pensar em nós. Estão no Arizona, em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo. Espalhados por esse país enorme. Amigos com quem dividimos a nossa gloriosa e selvagem juventude.

Tudo que escrevo é pra você, minha vida,
qualquer beleza que margeia meu caminho,
aquele rock que escutei na adolescência,
o livro de poemas esquecido no escaninho.
Tudo que escrevo, minha vida, alegre ou triste,
guarda em sua caixa de objetos sagrados,
a mais doida incerteza que angustia,
um alucinado sentimento de impotência,
a mais doce e inocente alegria.

 

Juju e Billy Negão

Juju e Billy Negão

Gerana indicou este blog e outros 14 para o “Prêmio Dardos”. O selo foi criado para promover a confraternização entre os blogueiros. Quem recebe e aceita deve exibir a imagem do selo, linkar o blog do qual recebeu o selo e escolher outros 15 blogues.
1- Licuri
2- Blag
3- Aeronauta
4- Continhos para cão dormir
5- Cova Rasa
6- Filósofo de Itapuã
7- Para Francisco
8- Notas Mínimas
9- Ingresia
11- Amor e hemácias
12- Blog do Brown
13- Cozinha do Sobrenatural
14- Vestígios da senhorita B
15- Diário de Martha Brum

Tarot de Marselha

Tarot de Marselha

 

Falava pouco, uma palavra, duas,
mas dizia com os olhos
frases inteiras, pura poesia.
Um ano e meio sóbrio e, um dia,
voltara aos velhos vícios,
desarrumando a vida,
tornando estar perto perigoso.
Não era alegria, se dançava
pelado na sala, pois seu corpo
expelia um visgo que escorria
venenoso. Ah, seu tonto,
quanto amor desperdiçado,
quantas conta partida (desassossego
e abandono) em sua guia.
Falava pouco, uma palavra, duas,
e assustava a todos quando ria.

 

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