Paz

Invento a paz: panos brancos nas janelas.
Os burgueses da pensão estranham: canto,
eu que nunca cantei. Atendo no balcão
os mortos, todos procurando achados e perdidos.
E vivo, eu que nunca ousei.

 

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5 comentários Adicione o seu

  1. Interessantíssimo!
    É do “De Volta à Caixa de Abelhas”.

  2. Não me lembrava que pertence ao De volta…, o que só vem comprovar o quanto sou fiel às minhas opiniões. E reafirmar também elogios que já já foram feitos.

  3. blag disse:

    Poesia condensada é isso aí! Belas imagens!

  4. Alvaro disse:

    Eu que nunca usei.

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