Sempre que pousava
uma esperança perto
– e éramos crianças –
ela parecia um dinossauro
verde. Pai e mãe advertiam,
se queríamos machuca-lo,
na crueldade da infância:
“Veja, filho, é um inseto
que só traz bons presságios”.
E mesmo nem desconfiando
o que fossem bons presságios,
a gente ficava olhando
aquele alvo fácil
de apertar entre as mãos.
Só adultos, entendemos
a fragilidade da esperança.

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