64

Quando for um velho, 
quero continuar selvagem,
que o branco dos cabelos
não me santifique, que o branco
dos olhos não me cegue
inteiramente. Quando for
um velho, como esses
que vejo hoje, com graça
e boa vontade, que saibam todos
o quanto continuo jovem
e rebelde. Quando for
um velho, espero que sobre
a voz, à mão, um revólver,
inda que erre, que lance a fúria
contra tudo que me inquiete,

enquanto eu não for.

Faço um repeteco desse poeminha com modificações. Foi publicado aqui há alguns dias.

 

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6 comentários Adicione o seu

  1. maria sampaio disse:

    “enquanto eu não for”
    Muito barulho, de risadas e de protestos sempre. Para desafinar o coro dos contentes.

  2. Ari Coelho disse:

    “chupei”, viu? booooooooooooommmmmm!!!
    Minha casa é sua casa! BJ

  3. Ari Coelho disse:

    ah, a foto tb é fantástica.
    O velho e selvagem Buko.

  4. blag disse:

    Quero ainda fazer ioga e caminhar todo dia, e fazer e ler poesia quanto tiver 64.
    Com certeza. E ainda ouvir rock do bom.

  5. maria sampaio disse:

    Katia, segunda vez a passar por aqui e “eleições” chamada no meu blog não aparece…
    Dá tilt às vezes. Coisas do wordpress

  6. Um dos mais belos poemas que já li.
    Obrigada, Nelson.

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