Quando for um velho, 
quero continuar selvagem,
que o branco dos cabelos
não me santifique, que o branco
dos olhos não me cegue
inteiramente. Quando for
um velho, como esses
que vejo hoje, com graça
e boa vontade, que saibam todos
o quanto continuo jovem
e rebelde. Quando for
um velho, espero que sobre
a voz, à mão, um revólver,
inda que erre, que lance a fúria
contra tudo que me inquiete,

enquanto eu não for.

Faço um repeteco desse poeminha com modificações. Foi publicado aqui há alguns dias.

 

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