Antes do sábado, a cidade
desarruma-se. Os carros
deixam suas garagens.
Semáforos orquestram o trânsito.

Na mesa do bar, penso na tia da moça
que mora lá em casa, desenganada
e pobre. O garçom traz um chope,
Um moço ri em outra mesa.

Mundos diversos.
Antes do sábado, ah, a cidade
arremessa-se. Os homens às mulheres.
Os com saúde e com dinheiro.

Na mesa do bar, penso
na tia da moça que mora la em casa.
O garçom, o moço, o chope.
E, gole a gole, percebo:

é a vida mesmo
uma inútil paisagem.

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3 comentários Adicione o seu

  1. blag disse:

    E, no sábado, acordar com poesia assim é bom sinal. Quem sabe a tia da moça não fica boa!
    Nada é impossível para Deus, né? Mas a coisa está meio complicada.

  2. ari donato disse:

    Moça,
    A vida é tudo, é a base; a tela, o campo, o quadro, a janela, a folha em branco.
    Moça,
    A vida é tudo, é bela; o pranto, a dor, a alegria, tudo depende do que pintamos.
    É, sim, Ari, poesia, paisagem, passagem… BJ

  3. Poesia para aliviar a sangria sonolenta, de cada dia…
    Poesia, sempre, e na veia!

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