Antes do sábado, a cidade
desarruma-se. Os carros
deixam suas garagens.
Semáforos orquestram o trânsito.

Na mesa do bar, penso na tia da moça
que mora lá em casa, desenganada
e pobre. O garçom traz um chope,
Um moço ri em outra mesa.

Mundos diversos.
Antes do sábado, ah, a cidade
arremessa-se. Os homens às mulheres.
Os com saúde e com dinheiro.

Na mesa do bar, penso
na tia da moça que mora la em casa.
O garçom, o moço, o chope.
E, gole a gole, percebo:

é a vida mesmo
uma inútil paisagem.

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