Márcio, tô pensando… O que quero do “Madame”? Nada, não. Não quero ser descoberta por uma editora, nem parecer inteligente, nem preencher carências, nem angariar elogios. Fiz o blog na tentativa de me obrigar a escrever diariamente e, de certa forma, isso funcionou muito bem. O “Madame” é um caderno de rascunhos eletrônico. Pronto, achei a grande definição do blog. Um caderno de rascunhos eletrônico e público. É isso!

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10 comentários Adicione o seu

  1. Marcus disse:

    Madame,

    Sou todo o contrário de você. Só não quero ser descoberto por uma das grandes editoras porque elas não têm ainda nada a descobrir em mim. Mas já pensou se me propuserem um adiantamento para eu tentar? Uhuuuuu! Aqui busco preencher carências, angariar elogios, capricho para parecer inteligente também nos comentários dos blogs alheios e tento escrever diariamente, embora não consiga. E pra mim ele não é rascunho, é definitivo, é obra acabada, obra aqui em todos os sentidos.
    Você não imagina a minha alegria quando eu vejo o Licuri aí do lado como campeão de popularidade como agora e outras vezes. Tento entender e acho que acontece porque como venho muitas vezes ao Madame e saio pela lista de blogs, acabo aumentando a minha própria audiência. Se neste dia coincide de você citar o Licuri, aí é batata. Apareço como o mais popular e permaneço um bom tempo porque as pessoas ficam curiosas e vão lá e clicam também pra saber que diabos tem este cara para estar no mais popular da Madame. Aí então fudeu, fica estabelecido o enigma de tostines.

    P.S. O e-amigo, que deve ser lido como baianês, ou “é amigo”, foi cunhado pela primeira vez no finado suicidado Licuri (por isso me reto quando você fala em acabar com o Madame, é um arrependimento só) num papo com Nilson que criou por tabela o e-mundo, que deve ser lido como no ingrês “i mundo”, e que deve ser evitado, como você sabiamente já evita ao moderar seus comentários.
    Marquinhos, o Licuri é popular porque é coquinho verde, delicioso de comer. Eu chegava a passar mal na fazenda de meus tios. Seu blog é igualzinho, é criatividade que dá no pé, fica lá, deliciosamente pendurada. A nós, mortais, famintos, só resta ir colhendo e devorando. BJ

  2. M. disse:

    Excelente definição. Quanto a mim, adoro o seu caderno de rascunhos eletrônico e publico. Beijos
    M, se fosse recomeçar, faria como você e aeronauta, seria anônima. Acho o máximo.

  3. maria sampaio disse:

    Perfeita, Kátia, perfeita a definição do blog. Para mim é por aí, e o prazer do exercício diário de escrever algo (se possível curto). Às vezes dou “uma roubadinha” nos cadernos de papel. Acrescido, do que antes não imaginava as “e-amizades”
    Taí, Maria, as duas coisas boas disso aqui. As e-amizades e o fato de escrever todo dia, um exercício bom pra tudo, como caminhar na Orla por exemplo. Faz bem pro corpo e pra alma. BJ

  4. aeronauta disse:

    Adoro seu blogue, Kátia. Saiba que o visito todos os dias, assim como todos os dias leio, durmo e faço yoga.
    Sou louca pra fazer yoga, aérea, mas ainda não tomei coragem.

  5. martha disse:

    Kátia,
    Também vou responder a sabatina. O que quero no meu blog é apenas ( e já é tanto) me expressar e me inventar.
    Um beijo,
    Martha
    De repente, faz bem pra gente entender e até redimensionar as expectativas em relação ao blog. Sei lá, o legal mesmo é estar em contato com as pessoas, ainda que virtualmente. Eu, por exemplo, não conhecia sua poesia e a de Nilson, duas boas surpresas.

  6. martha disse:

    É verdade, o legal mesmo é estar em contato com as pessoas, a troca…
    beijo,
    E pequenas revelações também, de versos, de dores, de alegrias.

  7. blag disse:

    Pra mim esse exercício diário é muito legal. É aquela máxima: criatividade se exercita. Engraçado é que, se em sei lá, 10 de janeiro de 2007 me propusessem fazer um blog, acharia um absurdo. Aí uma semana depois resolvi fazer pra escapar de um momento de forte stress, e tô aí até hoje, sem querer nem parar pra pensar na cara-de-pau de todos nós, blogando assim, despudoradamente. Concordo que tem muito de rascunho, mesmo: não porque façamos à migué, mas porque não há aquela tensão de que é definitivo, será publicado, julgado, rotulado. É e-mundo mesmo, fazer o que?
    Falo rascunho no sentido de que, por exemplo, seus poemas postados ganharão versão definitiva se forem editados em livro. Você mexerá neles, certo? Nesse sentido, são rascunhos. Você divide seu processo criativo conosco. Em 10 de janeiro de 2007 era meu aniversário. BJ

  8. Acho que a crise acaba contaminando, é o efeito cascata. Pergunto-me, então, o que quero gastando tanto tempo, quando poderia ter entre as mãos mais um livro? Acho que é o prazer de postar textos inéditos dos meus amigos, tenho paixão por inéditos e paixão por divulgar o que me encantou. E adoro a troca na blogosfera, a troca de comentários, a ronda diária, os novos textos que vou conhecendo.
    Já você, Kátia, faz algo mais interessante ainda: você, ao escrever no Madame, vai nos amarrando a você e nos dando uma satisfação enorme ao entrar aqui.
    Ah, bacana, Gerana. Mas o Leitora faz isso também, e com a consistência da boa crítica.

  9. Ives Röpke disse:

    Kátia, quero royalties pela repercussão da “sabatina”! Pois é, além da motivação pessoal para manter um blog, devemos considerar essa troca com os e-leitores e e-amigos. Como disseram lá no Cova Rasa, a interação – ou o “diálogo inter-blogs” – também faz a coisa valer a pena.
    Ai, querido, ando tão duranga. Tá ruim de pagar esses royalties. Mas podemos negociar uns versos, uma conversa fiada, uma prosa boa. BJ

  10. gláucia lemos disse:

    POrque peguei o bonde andando naõ estou apta a comentar esta correspondência entre os leitores e a própria Madame Kátia. Parece que cada um declara o que seu próprio blog significa. Interessante para quem gosta de observar as diferenças individuais, como eu. No caso, através da exposição dos sentimentos de alguns blogueiros ao se colocarem nus em seus blogs. Minha presença aqui é porque apenas estou passando, como costumo passar por alguns blogs de gente inteligente. Encontro muitos. Aproveito para felicitar Kátia pela MUITO. Tenho ouvido de outras pessoas que estao também colecionando, por não terem coragem de se desfazer das suas edições. Parabéns para a talentosa editora da revista, e colega de reuniões literárias.
    Valeu, Gláucia!

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