Quando for um velho, eu,
eu quero continuar selvagem,
que o branco dos cabelos
não me santifique, que o branco
dos olhos não me cegue
inteiramente. Quando eu for
um velho, como esses
que vejo hoje, com graça
e boa vontade, que saibam todos
o quanto continuo jovem
e rebelde. Quando eu for
um velho, espero que sobre
a voz, à mão, o gatilho de um revólver,
inda que erre, que lance a fúria
e tudo me inquiete enormemente,

enquanto eu não for.

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