O poema

De Donana, só lembro os olhos muito azuis.
Os olhos engoliram o resto das lembranças,
que já não eram muitas.

Eu era pequenina e fui
levada pela mão, achando uma maçada
estar naquele fim de mundo
para ver Donana morrer.

(Eu nem sabia quem era aquela mulher,
ela ainda não morava em meu coração)

Os olhos de Donana sugaram minha alma
para dentro de um passado
que trago nas entranhas.

Seu Francisco Benvenuto já havia ido
conhecer as planícies de outro mundo.

E me despedi sem dor e sem palavras.

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5 comentários Adicione o seu

  1. Ficou massa esse novo visual. Bjs.

  2. maria sampaio disse:

    Grata, Kátia, por atender meu pedido e publicar seu lindo poema. Beijo Maria

  3. aeronauta disse:

    Esse poema emociona demais a gente.

  4. Érica disse:

    Esse poema é muito lindo!
    Será que um dia escreverei como você? Risos.
    Beijão

  5. Nilson disse:

    Demais esses olhos azuis que engoliram o resto das lembranças. Forte!

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