Após o sonho

(para Vanderlei Carvalho)

Não veria o inverno, aquele ano,
com os termômetros loucos,
marcando 17 graus na cidade quente.
Nem as ondas, no Flamengo,
espargindo sobre as rochas,
seu salitre. Em março,
sumiria na floresta de Bara,
como Ram, o novo Buda,
encarnação do lendário príncipe.
E, após a morte, em sono, em sonho,
reapareceria outra vez. Tão docemente,
como se, em suas entranhas, as raízes
de peepal iluminassem, em fogo santo,
as vestes. Só o verão, guardaria nos olhos,
levando aos horizontes de Lumbini.

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8 comentários Adicione o seu

  1. sandro ornellas disse:

    Kátia, só leio vc falar de um romance e uma paça. mas quando vem o novo livro de poemas que aguardamos ansiosamente? Quando a mim, viajei a trabalho para SP. Nada de interessante, além de uma (a minha primeira vez séria) subida de pressão. Quem me dera fosse Angola. Bj

  2. Katia Borges disse:

    Me falta grana pro livro, que já está pronto. Assim que arrumar as portas do meu apartamento, um vazamento sério no corredor e o ar condicionado do carro, vou ver se junto grana pro livro. hehehehe

  3. Mônica Menezes disse:

    Eu gosto muito daqui. Que bom que posso voltar a comentar. Bjs

  4. Katia Borges disse:

    Oi, Mônica, obrigada. Venha sempre. É uma honra.

  5. maria sampaio disse:

    Vanderlei Carvalho! grande figura, bom amigo. Valeu, Katia.
    Beijos Maria

  6. Mais um belo poema, como sempre. Grande abraço.

  7. martha disse:

    que lindeza..

  8. blag disse:

    Velho Vanderlei. Engraçado, falei dele hoje, sem ter lido o poema. Delicado e belo poema.

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