Compartilhando poesias

Minha Santa Cecília, povoai o crânio de quem amanhece com a alma escapada da poesia! Dai-me, Santa Cecília, teu cajado emprestado e eu vou pastorear minhas nuvens levando-as para bem longe… Ah, minha Santa Cecília, Desce de onde estás e aquece esses versos sem paradeiro certo esses versos de sons quebrados esses versos feios e…

Homem

Meu homem chega cansado, o suor grudado na pele. E eu, que o imagino calmo, me deito, rosto contra o travesseiro e aguardo. Ele deita seu peso sobre meu corpo, e seu cheiro é forte, como o de um cavalo. Sinto seu hálito no pescoço, suas pernas forçando passagem entre minhas pernas. O amor não…

Após o sonho

(para Vanderlei Carvalho) Não veria o inverno, aquele ano, com os termômetros loucos, marcando 17 graus na cidade quente. Nem as ondas, no Flamengo, espargindo sobre as rochas, seu salitre. Em março, sumiria na floresta de Bara, como Ram, o novo Buda, encarnação do lendário príncipe. E, após a morte, em sono, em sonho, reapareceria…

Meu blog predileto é o Cadernos Grampeados, de Celso Júnior. Desde que o conheci, via Paulinha, minha irmã, fiquei viciada. Adoro o modo como Celso, que é ator e diretor teatral, narra seus dramas, suas viagens, seus passeios pela cidade e suas experiências gastronômicas e culturais. De quebra, ainda tem o fotolog Fotos Grampeadas, com…

Pingüins perdidos vieram parar na Bahia. Um cara tentou ontem vender um deles por R$ 500. Comentei com um amigo e ele falou pra mim: “Ainda bem que ele não encontrou minha mãe, ela ficou louca para ter um”. Outro disse que queria um para colocar num cercadinho no alto da geladeira. Os pingüins estão…

Primeiras lições

Foi debaixo da máquina de costura de minha mãe que eu aprendi a ler, juntando uma letra na outra numa revista em quadrinhos. Quando o som da sílaba era enigma, minha mãe freava o cerzir, em sua Singer antiga, e vinha pra perto de mim, ensinar como o s pode soar como z ou como…

E.

Mania é coisa que a gente tem mas não sabe por que. Mania de querer bem, às vezes de falar mal. Mania de não deitar sem antes ler o jornal. De só entrar no chuveiro cantando a mesma canção. De só pedir o cinzeiro depois da cinza no chão. Eu tenho várias manias, delas não…

Arquivo Pessoal Eu e minhas irmãs, Bárbara e Paula. Adoro essa foto. Foi feita pelo meu cunhado, Marcelo. Todo mundo meio alto e sorridente. Nada demais. As dívidas, as dúvidas de sempre. Só um encontro no meio da semana, sei lá quando, no barzinho da entrada do condomínio. Sequer sai comida decente. Só cerveja gelada…

Tudo novo de novo

Cores mais vibrantes, um fundo preto, letras brancas. Já usei este antes. Volto a ele na tentativa de dar uma animada. Tem gente que acha que o modelo fixa a imagem do blog. Prefiro agitar as coisas de vez em quando. Talvez, por isso, nunca tenha arriscado uma tatuagem. Cansaria dela rapidinho. Deus já me…

Portanto, peço-te aquilo…

És um senhor tão bonito Quanto a cara do meu filho Tempo tempo tempo tempo Vou te fazer um pedido Tempo tempo tempo tempo… Compositor de destinos Tambor de todos os rítmos Tempo tempo tempo tempo Entro num acordo contigo Tempo tempo tempo tempo… Por seres tão inventivo E pareceres contínuo Tempo tempo tempo tempo…

Tocando em frente

Estou lendo Borges, o primeiro volume das obras completas, e tentando escrever um romance de nome esquisito, “O coração de galinha”. Fico o dia inteiro com a história na cabeça, esperando oportunidade para desenvolver uma ou duas páginas. Vai lento, trabalhoso. Agora, por exemplo, imagino a cerimônia de cremação de um dos personagens. A certa…

Sem muita coisa bacana para postar, sem inspiração. E gripada (a cabeça pesa meia tonelada). Fico até com vergonha das últimas postagens. Só tranqueira. Mensagens íntimas, poesias antigas, dança do quadrado, indignação. Vontade de dar um tempo. Talvez, mais um pouco. Vou pensar.