Por aí

Dias atrás mandei uns textos via e-mail para Régis Bonvicino, co-editor da revista literária “Sibila”. Ele me deu vários toques sobre o poema “Norma Jean” e, como não tenho nenhum problema em receber críticas, acatei as sugestões. O resultado dessa troca está em Sibila. Obrigada, R. Também tem um poema meu, sem título (aceito sugestões),…

Qualquer bobagem

aonde vou, levo comigo um coração aberto, mesmo se é sábado ou domingo, quando até os sentimentos folgam, deixo os meus de plantão. Assim, olho aceso e sorriso, palavra boa na boca, sempre estarão de serviço.

Um fim de semana bacana

Foto: Adenor Gondim | Divulgação Fomos ver a pré-estréia de “O triste fim de Policarpo Quaresma”, adaptação de Lima Barreto, sexta, na Sala do Coro do TCA. A montagem, dirigida por Luiz Marfuz, traz como protagonista o ator Hilton Cobra, o Cobrinha. Um belo espetáculo teatral. Teve coquetel no foyer depois. Choveu e resolvemos ir…

Voltas

Pelos meus dias atentos Ingressaste, e eu dormia. Quem cuidou se em meu alento Encontrasse uma alegria? Julgue todo entendimento Qual mais sentir se devia: Se esta dor, se esta alegria.   Quanto mais longe de ti, Eras tu, não era eu minha. Foste a vida que eu não tinha, Tive Amor e não me…

Tzar

É colossal a espera por tudo Pelo mar que o poente esconde e desenha Pelos braços mansos do brancor da praia Pelo perfume das alfazemas Pelos prados e pelas violetas Pela dama sonhada com suas mãos de lírios E seus braços de jasmim Perfumados pelo frio da noite escura É imortal o tzar do tempo…

Sobre Judite

Judite morou lá em casa quando eu era criança e ela, adolescente. Minha prima, quase uma segunda mãe. Ficou conosco algum tempo e, depois, voltou para Baixa Grande. Dava aulas e trabalhava na coletoria da cidade. Eu adorava ficar lá com ela, fingindo mexer nas máquinas de escrever enormes. Judite queria muito ter filhos e…

Os menores poemas do mundo

Os menores poemas do mundo, e seus versinhos sem rimas, serão sumariamente esquecidos com o passar dos anos (na década seguinte, ninguém lembrará sequer que existiram). No máximo, pequenos, mínimos, sem rimas, serão usados como exemplo do que não se deve fazer em poesia.

Movendo a ação

Hoje, graças à generosidade do pessoal do caderno “Cultural”, ganhamos livros na redação. Foi o que chamam de “baciada literária”, a distribuição de alguns exemplares novíssimos e que já foram resenhados. Fiquei com “O Matador”, de Patrícia Melo, em uma edição de bolso da Cia. das Letras, e a coletânea “O Outro Lado”, de Ivan…

Musas

A poesia como um barco, navio ancorado no espaço, entre infância e adolescência. E amores de braços longos, imperfeitos até para o adeus. Livros de cabeceira, para entrar no sonho, quando a dor alcança. E criar, dentro do sono, um outro país perfeito. Nos olhos cheios de horizonte. A poesia como um barco, navio escorado…

Muito

Parte da galera que faz a “Muito”, revista semanal do jornal A TARDE. Chegaremos ao décimo número no próximo domingo, dia 8, trazendo o amor como tema. Da esquerda para a direita, eu, Maria de Lourdes Siqueira (nossa querida pró), Pedro Fernandes, Tatiana Mendonça, Ana Clélia Rebouças e Nadja Vladi (sentadas), Danilo Fraga, Iracema Chequer…

Judite

Quando Judite morreu, eu ia pra algum lugar, mas tudo perdeu a urgência. Quando Judite morreu, pensei em seu coração – calmo como um passarinho – ou em doença de pulmão, essas coisas que, repentinas, vêm do nada e matam a gente. Nem imaginei a violência, desmedida, desesperada, de quem perde o tino na estrada…

Poesia em Tucumán

Na sexta, Katherine Funke me mandou um e-mail da Argentina. Ela, Sandro Ornellas e Wladimir Cazé representaram a Bahia em Tucumán, uma cidade que fica no noroeste daquele país. Katherine disse que eles incluiriam no recital deles um poema meu, tirado daqui do “Madame”. Não sei se rolou de fato, mas fiquei feliz o fim…