Minha pedra é ametista

Um dia cheio. Idéias tomando a forma de páginas coloridas. Volto pra casa. Preciso levar meu carro ao conserto. Aliás, não me faltam consertos. Alguém, aí, quer comprar uma geladeira? Minha sobrinha de 10 anos está gripada. Minha irmã está tendo aulas na faculdade de direito. Meu cunhado passa e a deixa conosco. Damos meia novalgina para a febre. Assistimos, juntas, séries no Nickelodeon. Minha sobrinha dorme antes da novela. Não gosto do nome, “A Favorita”, mas gosto do enredo. Sinceramente, acho que João Emanuel Carneiro é um cara corajoso. Estrear no horário nobre da Globo com trama tão brega. As protagonistas são cantoras sertanejas que formavam uma dupla e, hoje, são inimigas. Gênio. E a nova trama de Tiago Santiago na Record? Continuação de “Caminhos do Coração”, repleta de mutantes toscos. Alcançou 30 pontos fácil, fácil. Os tempos são outros. Há uma geração de novos autores, na faixa dos 40, surgindo, mas não exatamente renovando a teledramaturgia. Sou apaixonada por novelas desde criança e acompanhei de perto, capítulo por capítulo, a trajetória de sucesso da maior autora brasileira do gênero. Não me considero saudosista, mas adoro rever as aberturas. E está tudo lá, no baú do Youtube. Além das aberturas, cenas marcantes de quase todas. Achei até essa, trama fantástica, música de João Bosco: “O Astro”, de Janete Clair, que fez o Brasil o ficar intrigado diante do assassinato do milionário Salomão Ayala (Dionísio Azevedo).

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4 comentários Adicione o seu

  1. aeronauta disse:

    Tinha os meus dez anos, acho, mas nunca me esqueci dessa abertura.

  2. Katia Borges disse:

    Oi, descobri o problema com suas mensagens, Aeronauta. O WordPress cismou que eram spams. Ficou tudo retido.

  3. Ives Röpke disse:

    Não assisti a essa novela, mas já tinha visto a abertura no youtube. É sensacional! Meio kitsch, naif e bem mais original do que as figuras espaciais do Hans Donner. Casamento perfeito entre a música de João Bosco e as imagens. Fiquei curioso para assistir à trama. Em relação à “A favorita”, acho que houve uma intenção clara do João Emanuel em recuperar a tradição dos títulos a la Janete Clair (“O astro”, “O semideus”). Novela é um troço tosco, mas que habita meu imaginário. De 70 pra cá, não há brasileiro que não tenha sido criado no gênero. Abç!

  4. aeronauta disse:

    Kátia, procuro mesmo uns óculos de aros prateados e um sorriso no rosto! Abraços.

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