Movendo a ação

Hoje, graças à generosidade do pessoal do caderno “Cultural”, ganhamos livros na redação. Foi o que chamam de “baciada literária”, a distribuição de alguns exemplares novíssimos e que já foram resenhados. Fiquei com “O Matador”, de Patrícia Melo, em uma edição de bolso da Cia. das Letras, e a coletânea “O Outro Lado”, de Ivan Junqueira, com poemas que vão de 1998 a 2006. Levei ainda os romances “Um homem: Klaus Klump”, de Gonçalo M. Tavares, e “De volta à vida”, da sul-africana Nadine Gordimer. Na minha cestinha, veio também “Os alimentos afetivos”, de Boris Cyrulnik, que fala sobre trauma e resiliência (termo que veio da física, a capacidade dos materiais de resistir a choques, e que foi adaptado pela psicologia).

Comecei a ler “O Matador” pela primeira vez há uns 10 anos anos durante um vôo para São Paulo. Gostei e fiquei na expectativa da adaptação para cinema, “O Homem do Ano”, com Murilo Benício. Retomei a leitura hoje e é bem melhor que o longa. Gosto do modo como Patrícia Melo escreve, com os diálogos sem travessões ou aspas, inseridos no texto corrido, movendo a ação. Em seu novo livro, “Jonas, o copromanta”, a autora faz um jogo metalingüistico com o conto “Copromancia”, de Rubem Fonseca, seu padrinho literário.

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  1. Da sua cestinha, o livro de Gonçalo M. Tavares é prazer garantido.

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