Nada sei de rimas ou de poesia, Martha/Maria.
Só a ignorância me acompanha,

e uma brisa de infinita sabedoria
é o que mantém suspensa no papel a frágil tinta

em águas turvas
– tenho visto tantas vezes afogar-se meu lirismo –

e aquela flor, triste/raríssima, cultivada com cuidado
no vaso onde jaz o que não sei de rimas.

Ah, o meu lirismo –
e toda poesia – voltarão singelamente ao nada

algum dia, este lugar sagrado no qual repousam
versos que respiram imperfeitamente.

Ah, sim, por mais que digam e por mais que tentem
me convencer de que esta rosa é cardo agreste.

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