Não sei distinguir no céu as várias constelações (Cecília Meireles)

Se dizem meu nome, atendo por hábito.
Que nome é meu?
Ignoro tudo.

Quando alguém diz que sabe alguma coisa,
fico perplexa:
ou estará enganado, ou é um farsante
-ou somente eu ignoro e me ignoro desta maneira?

E os homens combatem pelo que julgam saber.
E eu, que estudo tanto,
inclino a cabeça sem ilusões
e a minha ignorância enche-me de lágrimas as mãos.

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2 comentários Adicione o seu

  1. sandro ornellas disse:

    Kátia, não sei porque, no poema anterior não abre o espaço para comentário na minha tela. Mistérios informáticos. De qualquer modo, sempre me assusto com a delicadeza de seus poemas, com algo de perversidade, é verdade, mas delicadeza na linguagem (“Como se…”). Bj

  2. Concordo inteiramente com o comentário: a delicadeza está sempre presente embora possa haver perversidade, possa haver falta de esperança (“esta palavra que a vida nunca alcança”, CDA), possa haver inclusive um toque amargo. Kátia é poeta que mescla emoções com mão certeira.

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