Como se

Como se cantasse por bebida
na Belleville e tivesse uma amiga,
uma única amiga, chamada Mitre,
com a qual dividisse um quarto
na sarjeta, e um sonho absurdo,
embalado em absinto. E, de repente,
ela visse claramente que não presto
e me deixasse só, com poucas moedas
no bolso. E, então, em meu pesadelo,
eu a perseguisse, amargurada e bêbada,
na Belleville, e a ferisse de morte.
– Insone ainda?
– Em busca da voz ou do vício.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Preciso do seu livro com urgência. Pode enviar por Luís, ou iremos aos doces tão prometidos. O fato é que preciso do livro: inacreditável que eu esteja por tanto tempo sem ele. Adorei este poema “Como se”: lembra que é o título do segundo livro de Cajazeira?

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