Como se cantasse por bebida
na Belleville e tivesse uma amiga,
uma única amiga, chamada Mitre,
com a qual dividisse um quarto
na sarjeta, e um sonho absurdo,
embalado em absinto. E, de repente,
ela visse claramente que não presto
e me deixasse só, com poucas moedas
no bolso. E, então, em meu pesadelo,
eu a perseguisse, amargurada e bêbada,
na Belleville, e a ferisse de morte.
– Insone ainda?
– Em busca da voz ou do vício.

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