Quero um filho. Do batuque.
Um filho do balacobaco, do truque,
um pequeno Macunaíma, do rock,
pra sacudir a tranqüilidade da tribo.

Quero um filho. Do meu sangue.
Um filho do meu passado de baque,
um beque, que venha pronto pro ataque,
um bacuri com cocar, um dos Stones.

Pra me despertar com seus gritos de guerra,
e fincar os dois pés na minha taba, a paz, na minha Tebas.

Sim, quero um filho. Ser a Chiquita bacana.
Pôr um pequeno rei neste mundo de merda.
Um doce Sidarta cercado de mimos, um César.

Um filho. Que venha de dentro,
não necessariamente muito lindo, mas esperto,
conhecedor do horror do planeta, e do belo.

Um filho. Que venha da alma,
do coração, e de cada pequeno grão
de poeira do universo. Sim, eu quero.

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