Cachorro brabo, orangotango furioso

Na noite passada, sonhei que meu cachorro havia desaparecido. Desde a operação, ele tem sido mantido distante. Anda nervoso com isso, pois é muito mimado. Outro dia, Érica o levou para passear no condomínio e ele quebrou a coleira e atacou um outro cão. Nunca havia feito coisa parecida antes. Pelo contrário, é absolutamente tranqüilo….

Beatitude

Como quem vive na quietude, deixando que o tumulto passe. E acompanha a turba, disfarçado de padre, ou guarda a placa de protesto sob a burca. Como quem morre na quietude, deixando que os anjos voem. E desaba sobre os joelhos, engolindo a juventude, ou vomita diante de todos na última noite. Como quem sabe:…

Paulo Mendes Campos

Só o domingo não é um dia da semana, só o domingo é alto e anterior ao calendário, só o domingo pertence ao que é invisível ao homem, só o domingo se põe como um cavalo vermelho sobre as nuvens…

Bem devagar

Há dez dias, entrei pela primeira vez na vida numa sala cirúrgica. Daí o “Madame” estar às moscas. O pós-operatório tem sido doloroso. De licença médica, em casa, ando sem paciência para ler e cansada de cama e TV. Ontem, finalmente, consegui postar um São Jorge (era o dia dele!). Hoje, decidi me aventurar num…

No compasso da linguagem

Trechos da entrevista que fiz com um dos meus autores prediletos, João Gilberto Noll, para o jornal A TARDE em 2004. Ele fala sobre o romance “Lorde”. A foto é de Felipe Zig. João Gilberto Noll é daqueles raros autores que não perdem a simplicidade, mesmo sendo um dos mais festejados e premiados do País….