Sobre blogues e máscaras

Uma gripe fortíssima me pegou na quinta-feira. Há tempos não me sentia tão péssima. Febre de delirar, suores frios, tremores, um horror. E os médicos nada esclarecem. O que me examinou na sexta-feira, só descartou pneumonia. A que me atendeu no sábado disse apenas que não era dengue. Fiquei na base do paracetamol e do amor de mãe.  E, na sexta, para completar, era aniversário de Érica. Sequer pude ir na casa dela. Uma tristeza. Felizmente, no sábado, ela veio me ver e trouxe um delicioso pedaço de bolo e a claridade da sua presença. Os dias de doença me fizeram pensar sobre blogues e máscaras. E percebi que a estrada que seguimos na literatura é absolutamente solitária.

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6 comentários Adicione o seu

  1. aeronauta disse:

    Espero que você melhore logo, Kátia. E não se preocupe com os livros, tá?
    Quanto ao caminho da literatura, é realmente muito solitário. Tenho sentido isso com mais profundidade nos últimos tempos. E dói.
    Grande abraço.

  2. blag disse:

    Oi, Kátia, então somos uma comunidade de corações solitários, o que nos remete à banda do Sargento Pimenta!!!

    O que quero dizer é que, embora ache que estou entendendo o que vc diz, vejo vc como uma referência nesse negócio de web literatura, uma espécie de amálgama, então não tem jeito: é continuar tocando o bumbo desse coração aí pra gente seguir no ritmo.

    Ah, e pra gripe ou o que for, experimente própolis com vitamina C: dá uma energia legal pro corpo reagir. Saúde pra seguir adiante na estrada sinuosa da literatura.

    Essa lírica é essencial, Madame!

  3. aeronauta disse:

    Kátia, tem uma carta para você lá no Aeronauta. Abraços.

  4. Marcus Gusmão disse:

    Vocês três que são escritores que se entendam. Eu sou apenas um interessado em blog, que não é literatura mas pode ser o suporte para muitos textos interessantes.
    Pra mim esta é a interface entre blog e literatura, principalmente pra vocês, que escrevem também ficção. Daqui a dois, três, anos, seguramente vocês poderão extrair do que escreveram na telinha o suficiente para colocar no papel.
    Gosto do blog porque ele é vivo, sensível ao toque, reage quando a gente provoca. Responde.
    Nilson mesmo outro dia lembrou do personagem de O Apanhador, num trecho em que ele deseja conhecer a pessoa que escreveu um livro. Aqui é possível não só conhecer como dar um retorno, ter uma resposta.
    Tem uma outra vantagem do blog. Ele é sempre atual. Trás a máscara do dia, a solidão de hoje. É atual.
    Melhoras, Madame.

  5. Ives Röpke disse:

    Eu encaro o blog como experiência narrativa pessoal e estética. Diário puro e simples, outros dirão. Não sei, penso que o fato de compartilhá-lo dá ele um ‘status’ diferenciado. Escrever para a blogosfera exige certo apuro criativo, afinal. Por linhas tortas, trata-se de exercício literário. Pra mim, um pseudo-escritor, tem servido de conforto.

  6. Cristina disse:

    Não só a estrada literária (a escritura) é solitária. A leitura literária também é solitária. No fundo, no fundo, toda nossa estrada é solitária. Os blogues, nossas máscaras, nossas leituras servem de consolo.

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