São Jack e eu (para Franklin)

Sob a falsa neblina da madrugada,
atravessamos a larga praça,
no meio da cidade litorânea.
Vamos juntos, e de mãos dadas,
feito um casal de namorados,
São Jack e eu. Não temos nada,
sequer uma moeda. Só a vontade
de prosseguir com a bebida.
Improváveis amigos, avançamos
no asfalto, pretos e brancos,
na Visconde de São Lourenço,
tomando o microfone no Bar do Tyrson
para cantar “Andanças”. E não há
aqui, em nenhuma mesa, o amor de nossas vidas.

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1 comentário Adicione o seu

  1. Belíssimos teus últimos poemas.

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