Marina Lima passava suas férias de Verão na rua em que morei, a Avenida Fernandes da Cunha, durante toda a infância e boa parte da adolescência. Ela ficava hospedada no Colon, único prédio residencial de dez andares da Cidade Baixa, onde vivia a família de um tio que era diretor da extinta Saborosa. Todo ano era sagrado vir para a Bahia e ficar lá na rua da minha infância. Um dia, ela até desfilou num trio elétrico por lá, quando sua prima foi eleita rainha da fábrica de cervejas. Todas essas histórias foi Marina quem me contou há 24 anos num jantar de fãs.  Eu tinha 16. Muitos anos depois, já adulta, fui arrastada ao camarim dela por Marcos Uzel na saída de um show. Eu queria ir, mas achava que tietagem já não cabia no meu script. No sábado, Uzel também estava lá. Foi um espetáculo especial, para fãs, um reencontro. E, aos poucos, vou revelando mais histórias da série “Meu passado me condena”.

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