Motivo da rosa (Cecília Meireles)

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

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5 comentários Adicione o seu

  1. Carminha disse:

    Minina! Quero te dizer que São Jorge não tá fazendo falta! Tá bonito que só esse novo pedaço! [aliás São Jorge, o senhor só não tá fazendo falta aqui, porque nos outros lugares todinhos tá]
    Força nas pernocas garota!
    Oi, obrigada. Mas sinto tanta saudade do meu São Jorge!!!!

  2. aeronauta disse:

    O blog está lindo, Kátia! Em clima de sonho, clima ceciliano, clariceano… extremamente poético. Adorei!
    Amo esse poema de Cecília…
    Estava sentindo falta das minhas musas: Sylvia Plath, Ana C, Clarice e Cecília. Ainda bem que consegui trazer a foto. Só faltou o meu São Jorge.

  3. martha disse:

    Sou louca por essa poesia. É belíssima.
    É tão “ceciliana”, tão delicada… Também adoro!

  4. O blog está belo e poético, é um prazer entrar aqui. Beijão.
    Valeu, Gerana, obrigada!

  5. Gostei desse novo visual do blog. Intrigante e poético demais. Ainda mais com Cecília………………
    Se tiver uma filha, um dia, ela será Cecília.

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