Dedicatória

Queria um verso, pediu pra mim. Fiquei sem jeito. Que verso poderia brotar de tão inacabada ternura? Não poderia fazer nascer flor no concreto. Ou, no concreto, decompor o que sentia. Fui maturando alguma coisa, brasa na boca, para dizer. Mas meu coração é poço sem fundo. A água passa direto. Eco, palavra, ego. Espere. Um dia, o verso chega.  E pra você.

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2 comentários Adicione o seu

  1. simplesmente lindo, kátia.
    Obrigada!

  2. blag disse:

    A poesia não nos pertence, concordas?
    Um poeta, não lembro se Quintana ou Drummond, escreveu que eles apenas pousam em nossas mãos e voam.

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