Renovando a energia do “Madame”, agradeço os comentários sobre o poema que estava aqui e que a gata comeu. Então tá, vamos falar de música? Essa canção do “Metrô” é daquelas que todos os críticos enterram. Mas confesso que há duas canções de Virginie que eu ainda adoro. Uma delas é “Olhar”, que merece uma…

Um Supermercado na Califórnia (Ginsberg)

Não paro de pensar em ti esta noite, Walt Whitman,caminho pela calçada, sob as árvores, com uma dor decabeça constante e olhando a lua cheia.Em meu faminto cansaço, faço compras na imaginação, entronum supermercado de néon sonhando com tuas listas!Que pêssegos e que penumbras! Famílias inteirasnas compras da noite! Corredores cheios de maridos!Mulheres nos abacates,…

Ando sem tempo para mim e para o “Madame”. No sábado, fui para a LDM dar um abraço em Lima Trindade e acabei no Baobá do Rio Vermelho, ouvindo sambão e comendo feijoada a 12,90. No domingão, festa de comunhão da sobrinha de 10 anos com a família e trampo até às 21 horas no…

Um escritor com alma de cidade

“No meu sonho o filme não tinha nenhum minuto a mais, nem verde, nem voz em off. O fim era o exato the end…” Conheço Lima Trindade desde “Supermercado da Solidão” (LGE, 2005), cujo título me fisgou de imediato pela referência, não sei se proposital, ao poema de Ginsberg, “Um Supermercado na Califórnia”. O segundo,…

Tudoserá difícil de dizer:a palavra realnunca é suave. Tudo será duro:luz impiedosaexcessiva vivênciaconsciência demais do ser. Tudo serácapaz de ferir. Será.agressivamente real.Tão real que nos despedaça. Não há piedade nos signose nem no amor: o seré excessivamente lúcidoe a palavra é densa e nos fere. (Toda palavra é crueldade) O poema acima é de Orides…