O Pura Ingresia, de Franciel Cruz e Sora Maia, está de cara nova. Eles cansaram do blogspot e mudaram pro wordpress. Nilson, do “Blag”, fez o mesmo. Pra falar a verdade, fui lá ver como era e até criei um blog “de ensaio”, mas não me adaptei direito. Também faltou tempo e gás pra mudar tudo, todo o “Madame” para lá. Ando me economizando, se é que vocês me entendem. A última do meu blog foi um troço que coloquei e que me diz como as pessoas chegam até aqui. Sabem o que descobri? A maioria entra após pesquisar no google sobre Kat Von D, a tatuadora do “Miami Ink”. Entra gente da Europa, dos EUA e de todo o Brasil. Todos fãs de Kat. Todos caem no post com fotos de tatuagens dela e, claro, zarpam rapidinho. Outro dia um anônimo deixou um comentário lá, criticando a moça, “que ficou metida e que tem pneus na barriga”. Hoje assisti novamente “Migração Alada”. Me emocionei pra caramba. Me emociono fácil. Um dia, na aula, caí em prantos diante de uma seqüência de “Ladrões de Bicicleta”. Sou de uma família de chorões. Vi também um documentário sobre Hermógenes, um dos pioneiros da Hatha Yoga no Brasil, e tentei ver um outro, sobre Walther Hugo Khouri, que ficou emperrando no DVD. Uma pena, pois parecia bem bacana mesmo. No post sobre o blog de Márcio, o “Cova Rasa”, citei Drummond quando falei que “perdi o bonde, mas não a esperança”. Aí fiquei com vontade de postar o poema inteirinho, que é um dos que mais gosto dele. Chama-se “Soneto da Perdida Esperança”.

Perdi o bonde e a esperança.
Volto pálido para casa.
A rua é inútil e nenhum auto
passaria sobre meu corpo.

Vou subir a ladeira lenta
em que os caminhos se fundem.
Todos eles conduzem ao
princípio do drama e da flora.

Não sei se estou sofrendo
ou se é alguém que se diverte
por que não? na noite escassa

com um insolúvel flautim.
Entretanto há muito tempo
nós gritamos: sim! ao eterno.

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