Finalmente pus o decodificador da Sky no quarto e ele transformou a TV antiga num rádio de 32 polegadas. Assisto “Zuzu Angel” enquanto ouço música techno. Como sou a rainha da sublimação, faço que nem os infelizes da propaganda do novo Fiesta: sorrio e digo “tudo bem!”. De tardezinha, revi “Bete Balanço” no Canal Brasil….

Joinville é só silêncio e telhados achatadosno Google Earth.Percorro as ruassem tocar o solo,alterno entre céu e terra,e vejo estrelas e lua,do mesmo ângulo em que Mariana as vê agora. O céu de Joinville. Piscis. Austrinus. Grus.Aquarius. Capricórnio.O movimento na ponta dos dedos, o mundo inteiro,objeto, diante dos olhos. Vôoaté Mianmar, Yagoon, os mongestêm os…

Não comerei da alface a verde pétala…

Vou falar, sim, sobre a morte de Taís Grimaldi. Afinal, na próxima sexta, o Brasil vai parar, não por cansaço ou para colocar nariz de palhaço, mas para ver o último capítulo de “Paraíso Tropical”. Eu era criança quando, em “O Astro”, de Janete Clair, o país ficou estatelado diante do assassinato de Salomão Ayala….

E era assim, feriado de semana santa,na ilha de itaparica, eu e minhas amigas, e rock no rádio de pilha, nobre, pobre,tocando sem parar. Nós, as estrelasde um filme barato. Olhe, veja, éWhitesnaker. Vale um vinho na praia.Mais um porre inocente. E jipes de desconhecidos deslizando na areia.Fomos de carona com Peter, que trouxe um…

Quando já não podiam suportar a lida e abandonar o corpo ao cansaço e a azia, os escravos cantavamsimplesmente, e toda dor partia, atravessando oceanos, em navios de opressão e banzo. Hoje, eu canto, como os escravos faziam,quando já não podiam suportar a lida e abandonar o corpo ao cansaço e a azia.

Ops, tive um probleminha técnico com este post e perdi todos os comentários. Publico novamente, para não perder a viagem da oração. Salve, rainha, mãe de misericórdia,vida, doçura, e esperança nossa, salve. A vós bradamos, os degredados filhos de Eva, a vós suspiramos, gemendo e chorando,neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa,vossos olhos misericordiosos…

Cansada como nunca. Chego do curso perto das onze e ainda vou checar e-mails, postar no blog, manter o olho aceso. Considero o poema abaixo um presente deixado no planeta por Emily Dickinson. O nome é “Algo Existe” e a tradução é de Lúcia Olinto. Eu aguardo o Verão. Algo existe num dia de verão,No…

Cabeça erguida sempre

Marcus Gusmão mudou pro WordPress com seu badalado Licuri e fico pensando que talvez esse seja o caminho de Márcia Rodrigues, do Sarapatel, que colocou uma mensagem para seus “dez leitores” informando que não consegue mais postar no UOL. É a blogosfera se movimentando. Ando sem inspiração e sem vontade de escrever desde que ocorreu…

Bem no fundo (Paulo Leminski)

No fundo, no fundo,bem lá no fundo,a gente gostariade ver nossos problemasresolvidos por decreto. A partir desta data,aquela mágoa sem remédioé considerada nulae, sobre ela, silêncio perpétuo. Extinto por lei todo remorso,maldito seja quem olhar para trás.Lá para trás não há nada,E nada mais. Mas problemas não se resolvem,problemas têm família grande,e, aos domingos, saem…