Sem plano de vôo

A mesa-redonda de ontem foi como embarcar num airbus. A organização esteve impecável e a platéia foi ótima, mas a passageira entrou em pânico. Poucos escritores conhecidos (Suênio Campos de Lucena, Adelice Souza, Lima Trindade, Állex Leilla, Marcus Vinicius Rodrigues e Lita Passos) e muitos estudantes, gente jovem, interessada, interessante. A parte mais positiva do projeto de Sandro Ornellas (que lança livro novo, “Trabalhos do Corpo”, sábado, dia 18, na LDM, a partir das 10 horas da manhã) foi justamente essa. Geralmente, em eventos como esse, você encontra mais autores do que possíveis leitores. Tive três boas surpresas no Instituto de Letras da Ufba. A primeira foi ter minhas duas irmãs comigo. A segunda foi ver o meu poema “Caixinha de Música” recitado por Lita Passos. A terceira foi encontrar Sandro Ornellas. Claro que não necessariamente nessa ordem. Li dois poemas, falei sobre identidade, infância e crítica literária. E ardi. Sério, o rosto ardeu o tempo inteiro. Dividi as aflições com Lande Onawale, que encheu o espaço do auditório de música, e com João Filho, escritor que transita entre poesia e prosa com autenticidade, precisão e talento. Pedi mil desculpas a Sandro pelo vexame e fui comer um crepe no Itaigara com minha irmã caçula. Anotem aí: no dia 22, às 15 horas, no Labimagem de Letras, tem mais encontro com autores baianos: Renata Belmonte, Simone Guerreiro e Mayrant Gallo.

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